Politicando
Com o fim da pandemia, Mourinha deve assumir supersecretaria na gestão JHC
Prefeito de Maceió deve fazer reforma administrativa após pandemia de Covid-19
O coordenador do gabinete integrado de enfrentamento à Covid-19, Claydson Moura, irá assumir uma “superpasta” na gestão do prefeito JHC (PSB). Com os dias contados no atual cargo por conta do fim da pandemia, Mourinha passará a atuar como uma espécie de primeiro-ministro.
Entre as suas principais atribuições, o novo secretário será o responsável por cobrar resultados de todos os secretários municipais, independente de o titular da pasta ser técnico ou indicação política.
Nos bastidores, a informação é de que a secretaria de Governo será o novo endereço onde Mourinha irá despachar. Há, ainda, aliados que acreditam na criação de uma nova pasta. Mas essa última possibilidade é considerada improvável pelo perfil do prefeito.
Atualmente, a secretaria de Governo é ocupada pelo vereador licenciado, Francisco Sales (PSB). No entanto, Sales não tem agradado, principalmente, aos seus colegas de Parlamento, já que uma das principais funções do titular da pasta é manter a diálogo aberto e harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo.
Mourinha é considerado como um dos poucos homens que tem a confiança do prefeito JHC, e é considerado como um “curinga” da gestão, pois pode assumir a titularidade de qualquer secretaria.
Quanto ao destino de Francisco Sales, as opções já estão em discussão. Ele pode voltar a assumir sua cadeira na Câmara Municipal e indicar alguma superintendência ou secretaria de menor porte. A segunda possibilidade é ele aceitar a secretaria de Infraestrutura.
Com o avanço da vacinação, a expectativa é que à pandemia chegue ao fim até meados de 2022. Este é o prazo para que o prefeito JHC faça uma reestruturação no seu primeiro escalão.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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