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Fátima Canuto diz que só decidirá quem apoiará para o Governo após eleição indireta na ALE

Deputada estadual foi a entrevistada da Rede Antena 7 desta quarta-feira (06)

06/04/2022 16h04
Fátima Canuto diz que só decidirá quem apoiará para o Governo após eleição indireta na ALE

A deputada estadual Fátima Canuto (MDB) revelou, em entrevista à Rede Antena 7 de Rádios, nesta quarta-feira (06), que ainda não definiu qual nome irá apoiar na disputa pelo cargo de Governador de Alagoas. Ela destacou que tem admiração por dois grupos políticos distintos, mas que aguardará a eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa Estadual (ALE) para escolher o governador-tampão.

Quando questionada sobre os nomes de Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (UB) como principais nomes para o Governo, a parlamentar revelou ter admiração pelos trabalhados desenvolvidos pelo ex-governador Renan Filho (MDB) e pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas). Filho e Lira são adversários políticos.

“Tenho uma admiração especial pelo governador [Renan Filho], acho que fez uma das melhores gestões do Estado, e agora está colocando o nome dele para senador. Mas também admiro muito o deputado Arthur Lira, que em vários locais é o meu candidato a Federal. Então esse ano é muito divido. Primeiro temos que votar para governador tampão. Vamos aguardar esse processo de escolha pelos deputados. Então vamos aguardar mais para frente. Vamos focar na eleição indireta”, explicou Canuto.

Indagada se acredita na possível substituição dos nomes que encabeçam as chapas para o governo dos grupos de Renan Filho e Arthur Lira, a deputada disse que agora não é o momento para fazer esse tipo de avaliação. “Eu acho que está caminhando para isso. Mais para frente é que o tempo dirá. O foco, agora, é a eleição para governador tampão”, reforçou. Ela também revelou que ainda não tem uma posição definida sobre as eleições presidenciais.

Por fim, Fátima Canuto foi perguntada sobre o que pensa das candidaturas do ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSD), e do deputado estadual, Antônio Albuquerque (PTB), ao Governo do Estado. Ela disse que cada um deve apresentar o que já fez por Alagoas para que a população tome a decisão nas urnas.

“Todos têm direito a colocar seu nome para disputar uma eleição. Agora, é preciso que os candidatos passem para a população o que eles tem de entrega, o que tem de serviço prestado para que o alagoano faça sua escolha. Vamos aguardar as propostas de cada candidato. As candidaturas são legítimas”, concluiu.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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