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Marcelo Victor deixa imprensa alagoana de escanteio e fala apenas com mídia nacional

Deputado diz que entrevista ao Metrópoles foi para “ultrapassar as fronteiras do pequenino Estado”

10/05/2022 16h04
Marcelo Victor deixa imprensa alagoana de escanteio e fala apenas com mídia nacional

O presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Marcelo Victor (MDB), está sendo duramente criticado por grande parte dos profissionais da comunicação de Alagoas. O deputado estadual não tem dado atenção à imprensa local a respeito da polêmica eleição indireta.

Candidato à reeleição, o parlamentar deixou a imprensa alagoana de escanteio e falou a respeito do assunto apenas com o Metrópoles, veículo de comunicação que tem repercussão nacional com conteúdos diversos, inclusive, política.

Durante sua fala inicial, o presidente da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos diminuiu o Estado e suas potencialidades. “Obrigado pela oportunidade de poder falar para esse veículo e ultrapassar as fronteiras do nosso pequenino Estado”, disse.

Para o jornalista político do 7Segundos, Berg Morais, Victor faltou com respeito aos profissionais de todo o Estado ao ter priorizado empresas de comunicação de outros locais do país e “deixar os da terra de lado”.

“Ele desprezou a todos que, diariamente, estão cobrindo a ALE, que tentam pauta com ele enquanto chefe de um Poder constituído e ficam sem respostas. Publicamente, ele se diz republicano, mas atua de forma contrária. Desse tipo de gente, se espera tudo!”, disparou Morais.

A entrevista foi concedida por Marcelo Victor ao Metrópoles no último sábado (7). Ele destacou, entre outros assuntos, a atuação do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), para barrar a eleição indireta que irá escolher o governador e o vice-governador para um mandato tampão em Alagoas.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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