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Luciano tem minutos de destaque no debate ao questionar Rui sobre a Braskem

O candidato perguntou o que o então prefeito na época fez pelos moradores do Pinheiro

31/08/2022 12h12
Luciano tem minutos de destaque no debate ao questionar Rui sobre a Braskem


O candidato ao Governo de Alagoas Luciano Almeida conseguiu minutos de protagonismo no Debate 7Segundos 2022. O pouco tempo de destaque se deu quando no embate de perguntas quando questionou o também postulante ao Palácio República dos Palmares Rui Palmeira qual atitude ele tomou na época que era prefeito de Maceió contra o desastre geológico provocado pela Braskem, que dizimou os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.

“O senhor foi prefeito de Maceió por dois mandatários e teve início em sua gestão o pior acidente que Alagoas já viu. O que foi feito na sua gestão em favor do pessoal do Pinheiro, no seu tempo?”, questionou Luciano Almeida, lembrando que foi morador do bairro.

Rui respondeu que na época teve uma atuação firme o que pode e questionou o porquê da falta de falta de fiscalização do Instituto do Meio Ambiente (IMA) e do Governo de Alagoas. “Enquanto prefeito de Maceió, nossa primeira ação quando apareceram como primeiras rachaduras buscar apoio técnico. Nós buscamos, os técnicos do Governo Federal da CPRM e um departamento em parceria com a Universidade do Rio Grande do Norte que identificaram que a grande causadora da tragédia é a empresa Braskem. A partir daí a prefeitura de Maceió tomou várias medidas mitigatórias. Obviamente não resolvemos. É uma questão que vai levar lamentavelmente anos para ser resolvida. Primeira medida, levamos a Defesa Civil pra dentro do bairro do Pinheiro. Instalamos Suspendemos o tributo municipal porque era absolutamente injusto as pessoas pagarem tributos. Depois encaminhei pra Câmara Municipal um projeto que isentou esses moradores do pagamento de IPCU, ISS, taxas, enfim, todos os tributos municipais”, disse Rui.

“Repito, a responsabilidade ambiental, a responsabilidade pela autoridade ambiental fica a carga do Instituto do Meio Ambiente. Eu não vi, confesso a você, nenhuma atuação concreta por parte do IMA, que é um órgão, repito, do Governo do Estado de Alagoas. Enquanto Prefeito de Maceió, tenho orgulho da minha atuação, nós buscamos em Brasília, Luciano, os técnicos que providenciaram e cobriram que a causadora da tragédia era a Braskem. E é inconcebível que uma empresa como a Braskem ainda tem incentivos fiscais por parte do governo do estado”, completou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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