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Vinda da CPI da Braskem a Maceió não agrada as vítimas da mineradora

Representantes dos moradores reclamaram da falta de atenção por parte dos senadores

09/05/2024 08h08
Vinda da CPI da Braskem a Maceió não agrada as vítimas da mineradora

Os moradores das áreas afetadas pelo crime ambiental cometido pela Braskem estavam mais que ansiosos pelo momento em que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) desembarcaria em Maceió, para que os senadores pudessem ver com seus próprios olhos a tragédia causada pela mineradora.

Longe da expectativa, representantes dos bairros afundados e das áreas adjacentes reclamaram da falta de atenção por parte dos senadores que aqui estiveram e pouco viram.

O requerimento que pediu a vinda da comissão para Maceió é de autoria do senador alagoano Rodrigo Cunha (Podemos) que trouxe na mala o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator da comissão, Rogério Carvalho (PT-SE).

O maior objetivo da viagem - paga com o dinheiro do contribuinte - seria a visita in loco das áreas afetadas, além da região onde ainda há pessoas morando em condições precárias com ilhamento social e econômico, como é o caso dos Flexais.

Um contratempo em Brasília, como disse o próprio relator, teria causado o atraso que não permitiu com que os nobres senadores visitassem e ouvissem a dor dos moradores de perto.

Na tarde desta quarta-feira (08), a reunião no Ministério Público Federal (MPF) com a imprensa e alguns representantes dos moradores foi finalizada às pressas após diversas reclamações por parte das lideranças que ali estavam, que imploraram ao senador Rogério Carvalho, que fosse ver de perto a agonia que as vítimas da Braskem passam. Detalhe: Omar Aziz abandonou a comitiva mais cedo e não esteve presente na reunião.

O senador sergipano, que ao longo da reunião mencionou algumas vezes que teria que ir para casa, deu o braço a torcer e seguiu para a região dos Flexais.

Para os moradores da área devastada pela exploração da Braskem, a esperança é a última que morre.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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