Politicando
Vinda da CPI da Braskem a Maceió não agrada as vítimas da mineradora
Representantes dos moradores reclamaram da falta de atenção por parte dos senadores
Os moradores das áreas afetadas pelo crime ambiental cometido pela Braskem estavam mais que ansiosos pelo momento em que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) desembarcaria em Maceió, para que os senadores pudessem ver com seus próprios olhos a tragédia causada pela mineradora.
Longe da expectativa, representantes dos bairros afundados e das áreas adjacentes reclamaram da falta de atenção por parte dos senadores que aqui estiveram e pouco viram.
O requerimento que pediu a vinda da comissão para Maceió é de autoria do senador alagoano Rodrigo Cunha (Podemos) que trouxe na mala o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator da comissão, Rogério Carvalho (PT-SE).
O maior objetivo da viagem - paga com o dinheiro do contribuinte - seria a visita in loco das áreas afetadas, além da região onde ainda há pessoas morando em condições precárias com ilhamento social e econômico, como é o caso dos Flexais.
Um contratempo em Brasília, como disse o próprio relator, teria causado o atraso que não permitiu com que os nobres senadores visitassem e ouvissem a dor dos moradores de perto.
Na tarde desta quarta-feira (08), a reunião no Ministério Público Federal (MPF) com a imprensa e alguns representantes dos moradores foi finalizada às pressas após diversas reclamações por parte das lideranças que ali estavam, que imploraram ao senador Rogério Carvalho, que fosse ver de perto a agonia que as vítimas da Braskem passam. Detalhe: Omar Aziz abandonou a comitiva mais cedo e não esteve presente na reunião.
O senador sergipano, que ao longo da reunião mencionou algumas vezes que teria que ir para casa, deu o braço a torcer e seguiu para a região dos Flexais.
Para os moradores da área devastada pela exploração da Braskem, a esperança é a última que morre.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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