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Rompimento de Kelmann com Dantas prejudica candidatura de Rafael Brito a prefeito de Maceió

Kelmann revelou que tem intenções de levar mais de 300 lideranças para a base de JHC

07/05/2024 09h09
Rompimento de Kelmann com Dantas prejudica candidatura de Rafael Brito a prefeito de Maceió

As recentes movimentações no tabuleiro político envolvendo Kelmann Vieira e o governador Paulo Dantas, acabam prejudicando indiretamente os planos do deputado federal Rafael Brito (MDB) em se eleger prefeito de Maceió em outubro.

Na tarde desta segunda-feira (06), o vereador por Maceió, Kelmann Vieira (MDB), resolveu colocar um ponto final no desentendimento com o secretário de Governo Vitor Pereira, e anunciou que fará oposição ao governo estadual.

Com a decisão, Kelmann tenta negociar com o prefeito JHC (PL) - inimigo mortal até semanas atrás - espaços para suas lideranças, garantindo mais de 300 líderes comunitários trabalhando em prol do prefeito de Maceió.

Rafael Brito, que já teria que enfrentar a popularidade elevada do prefeito JHC em outubro, vê agora seu grupo político perder 300 lideranças que iriam de porta em porta pedir votos para sua candidatura.

Vale lembrar, que o MDB já perdeu nomes de peso nos últimos meses que poderiam trazer mais votos para o “Tio Rafa”. Chico Filho e Galba Netto têm bases eleitorais em pontos estratégicos da capital, mas agora estão do lado de lá.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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