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Em resposta ao MST, Lira vai pautar projeto que veta benefícios para ‘invasores de terra’

Integrantes do MST estão insatisfeitos com o governo Lula por manter o Incra sob o domínio de Lira

17/05/2024 16h04
Em resposta ao MST, Lira vai pautar projeto que veta benefícios para ‘invasores de terra’

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), já avisou que vai pautar um Projeto de Lei (PL) que enfraquece o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por meio de vetos à benefícios governamentais para quem invadir terras.

Na última terça-feira (14), durante uma reunião, Lira enfatizou que o projeto não será retirado da pauta, apesar dos embates com líderes governistas. O relator do PL é o deputado federal Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro.

O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no final de abril. De acordo com a proposta, os invasores serão impedidos de firmar contratos com o poder público, participar de concursos ou serem nomeados para cargos comissionados por oito anos após a condenação.

Os invasores ficariam vetados, ainda, de receber auxílios e benefícios federais pelo mesmo período.

Em abril, o MST e outros movimentos sociais ocuparam a sede do Incra em Alagoas em protesto contra a nomeação do indicado de Lira para a superintendência do órgão. O MST criticou a escolha de Júnior Rodrigues em substituição de César Lira, primo do presidente da Câmara, que foi exonerado no início de abril.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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