Politicando
Saída de Jó e Romero do secretariado de JHC demonstra poder de Lira
A exoneração foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (06)
A saída oficial de Jó Pereira e Luiz Romero do secretariado do prefeito JHC pode ser entendida de duas formas: mais opções no cardápio de postulantes a vice-prefeito, ou como uma demonstração de força de Lira - que decidiu tomar as rédeas da situação.
O Blog Politicando já havia adiantado a possibilidade, na última segunda-feira (03), de Jó e Romero deixarem seus postos com a finalidade de disputar as eleições majoritárias como vice-prefeito.
Fontes ligadas ao presidente da Câmara dizem que a dupla recém exonerada pode voltar futuramente a seus respectivos postos. A saída neste momento seria uma demonstração da força de Arthur Lira, que decidiu tirar de campo dois nomes bem quistos por JHC.
Internamente, Rodrigo Cunha e Davi Filho ainda são os nomes que disputam com mais força essa que é a vaga mais almejada nestas eleições.
Jó Pereira, em seu perfil oficial no Instagram, agradeceu ao prefeito JHC por seu apoio e participação direta na construção da pasta de educação. “Agradeço, especialmente, o apoio e a participação direta do prefeito JHC, que sempre foi um entusiasta da Educação, em todas essas ações e conquistas. Elas não seriam possíveis sem a confiança e o incentivo dele, de sua gestão e dos demais secretários e suas pastas”, escreveu.
Até o momento do fechamento desta matéria, o ex-secretário Luiz Romero não havia se pronunciado sobre sua saída.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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