Politicando
Cunha sobre desgaste com Lira: 'Ele fala com os deputados e eu com os senadores'
O senador tentou barrar a taxação de compras internacionais mas o governo saiu vitorioso
O senador arapiraquense Rodrigo Cunha (Podemos) até tentou retirar do PL do Mover a taxação das compras internacionais de até 50 dólares, mas o governo saiu vitorioso após o contorcionismo para trazer de volta a taxação à pauta.
O Senado Federal foi contra Cunha - que estava como relator do PL - e aprovou por meio de votação simbólica, nesta quarta-feira (05), a taxação de 20% em compras internacionais de até 50 dólares.
Rodrigo Cunha agradeceu o apoio que recebeu, por meio das redes sociais, e lembrou que a taxação passaria pelo Senado sem nenhum tipo de barulho. “Conseguimos mobilizar o país inteiro para esse assunto que iria passar de uma maneira relâmpago”, disse.
“Nunca estive de acordo com aumento de impostos, principalmente de quem menos pode pagar, e me orgulho de manter minha coerência até o fim”, escreveu Cunha em suas redes sociais.
A posição de Cunha chamou atenção por contrariar tanto a base quanto a oposição no Congresso Nacional, que havia firmado um acordo sobre a taxação das blusinhas. Vale lembrar que a tentativa de retirar a taxação da pauta tem sido vista como um ataque direto ao presidente da Câmara Arthur Lira - defensor da taxação.
Em entrevista ao Poder360 Cunha defendeu sua autonomia enquanto relator e sobre o possível estranhamento com Arthur Lira disse: “Ele [Lira] fala com os deputados e eu, com os senadores”.
Há quem veja a atitude de Cunha como arriscada, mas nas redes sociais o nome do senador arapiraquense tem sido atrelado a “defensor do povo”.
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Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
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A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
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Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
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