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Rodrigo Cunha causa rebuliço em Brasília e Alagoas

A terça-feira do senador arapiraquense movimentou o tabuleiro político

05/06/2024 11h11
Rodrigo Cunha causa rebuliço em Brasília e Alagoas

As movimentações do senador Rodrigo Cunha nesta terça-feira (04) causou um rebuliço na capital federal e também na capital alagoana. A escolha de Cunha como vice de JHC e a retirada do trecho sobre a taxação de compras internacionais continua na ordem do dia.

A imprensa nacional insiste em relacionar o posicionamento de Cunha enquanto relator do do PL que cria o Mover - que dentre incentivos a indústria automotiva trazia a taxação de compras internacionais de até 50 dólares - a decisão do prefeito de Maceió, JHC (PL), em escolher o senador arapiraquense como seu vice para as eleições deste ano.

A retirada do trecho que trata das “taxações das blusinhas” tem sido vista como um ataque direto ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), que na semana anterior fez um acordo com os líderes do Congresso Nacional a fim de aprovar a polêmica taxação. Além do embate interno pela vaga de vice de JHC, também almejada pelo deputado federal.

Nos bastidores, Lira teria se irritado com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que revelou não saber do posicionamento de Cunha previamente. O Senado voltará a discutir a taxação das blusinhas nesta quarta-feira (05).

Em Alagoas, o clima não é dos melhores entre os aliados do prefeito JHC que esperavam conseguir espaço na chapa majoritária. O grupo capitaneado por Arthur Lira ainda irá definir se permanece com JHC ou se colocará em prática o plano B: lançar Davi Filho como candidato a prefeito de Maceió.

Os olhos da imprensa - local e nacional - seguem acompanhando as movimentações nos bastidores da República Alagoana que podem influenciar nas pautas do Congresso.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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