Politicando
Arthur Lira apresenta projeto que pode suspender mandato de deputados ‘brigões’
A matéria ganhou força após o último bate-boca que ocorreu na Comissão de Ética da Casa
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), parece ter ouvido as críticas de colegas que não estão nada contentes com a condução do deputado diante dos parlamentares que vêm se excedendo durante as discussões na Casa.
Nas redes sociais, o presidente da Câmara anunciou que apresentou ao colegiado de líderes da Casa um projeto de resolução que muda o Regimento Interno da Câmara criando medidas para suspender o mandato de deputados que infrinjam o Código de Ética.
“Caberá à Mesa adotar, cautelarmente, essas medidas se entender que o parlamentar quebrou o decoro, decisão que pode ser referendada, ou não pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar”, escreveu Lira em seu perfil no X, o antigo Twitter.
Lira justificou a apresentação da resolução dizendo que não dá mais para assistir aos embates quase físicos que vêm ocorrendo na Casa.
“Desvirtuam do ambiente parlamentar, comprometem seu caráter democrático e aviltam a imagem do Parlamento na sociedade brasileira”, disse também.
Parte dos parlamentares não têm gostado da forma que Lira vinha se posicionando quando os embates mais acalorados aconteciam. Um dos deputados é o alagoano Paulão (PT). Em suas redes sociais, o petista disse que a presidência da Casa não age para resolver a violência que tem se tornado constante.
“Essa semana vimos a violência e a truculência da extrema direita na Câmara Federal. Na Comissão de Ética a gente viu empurrões, camisas rasgadas, e a gente não percebe uma ação, principalmente em relação à presidência da Casa”, disse Paulão.
Esse projeto de Lira se dá após uma semana do embate entre o deputado Nikolas Ferreira e o deputado André Janones durante a Comissão de Ética na Câmara dos Deputados. A discussão entre os parlamentares quase acabou em agressão física.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
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Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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