Politicando
Kil Freitas pode renunciar mandato em União dos Palmares e assumir educação estadual
Articulação dá um gás à candidatura do atual vice, Junior Menezes
Uma notícia agitou os bastidores políticos da zona da mata durante o final de semana. Atual gestor no final do seu segundo mandato, Areski Freitas (MDB), o Kil, pode renunciar em definitivo ao mandato de prefeito, para que seu vice e candidato à prefeitura, Junior Menezes, assuma.
Na condição de prefeito, Junior iria automaticamente para a reeleição em União dos Palmares, numa disputa que promete ser bem equilibrada contra Bruno Lopes, filiado ao PL e ligado ao prefeito de Maceió, JHC.
Como recompensa por se afastar do cargo, Kil seria escalado por Paulo Dantas como titular da maior pasta da administração estadual, a Secretaria de Educação (Seduc).
O Blog Bastidores checou a informação com fontes ligadas ao Palácio República dos Palmares, e constatou que a possibilidade de Kil deixar a prefeitura de União pela Seduc realmente existe, e é trabalhada nos bastidores.
Kil é um dos mais próximos e alinhados apoiadores de Paulo Dantas desde 2018, ano de sua primeira eleição à deputado estadual. Tem trânsito livre com o governador.
De quebra, a articulação permitiria que o atual prefeito voltasse a disputar o cargo já em 2028, considerando que Junior assume ainda neste mandato, e teria direito pela lei a apenas mais quatro anos no exercício do cargo, se vencer as eleições.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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