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Braskem quer manifestantes a 10 km da empresa; Deputado está na lista de desafetos da mineradora

Ronaldo Medeiros foi intimado por uma manifestação de 2021

27/06/2024 12h12 - Atualizado em 27/06/2024 14h02
Braskem quer manifestantes a 10 km da empresa; Deputado está na lista de desafetos da mineradora

A Braskem, responsável por destruir parte de Maceió, propôs um acordo com manifestantes que estão envolvidos em uma ação judicial movida pela empresa. A mineradora pede que não haja protestos em um raio de 10 quilômetros de distância das dependências da empresa.

Entre os manifestantes que foram intimados e receberam o acordo, está o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT). O deputado usou a tribuna da Assembleia Legislativa para expor o acordo - o qual chamou de coação - proposto pela Braskem.

De acordo com o petista, os manifestantes que assinarem o acordo estarão proibidos de se posicionar de maneira contrária a Braskem em um raio de 10 quilômetros de distância da empresa.

Com isso, o deputado estaria impedido de protestar contra a Braskem, por exemplo, diretamente do plenário da Assembleia Legislativa que está a cerca de 5 quilômetros da mineradora.

O deputado lembra que o protesto, que aconteceu em 2021, aconteceu de maneira pacífica e ordeira, reunindo vítimas da empresa, pastores, padres, lideranças sindicais e empresários afetados pelo afundamento do solo.

A Braskem considerou, naquele momento, que os manifestantes eram uma ameaça à integridade da empresa. “Uma empresa que derrubou e acabou com vários bairros de Maceió, destruindo vidas e o comércio local, considera como ameaça os participantes de uma caminhada pacífica", ironizou Medeiros.

O deputado aproveitou a oportunidade para pedir que os demais envolvidos no processo não assinem o acordo.

A reportagem do 7Segundos entrou em contato com a Braskem pedindo uma nota, mas até o fechamento dessa matéria o material não foi enviado. 

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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