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Oposição bate cabeça e clã Calheiros deve permanecer no poder em Murici

PP e Podemos não fecharam acordo para as eleições deste ano

27/06/2024 09h09 - Atualizado em 27/06/2024 10h10
Oposição bate cabeça e clã Calheiros deve permanecer no poder em Murici

A oposição de Murici não está falando a mesma língua e a composição para enfrentar o clã Calheiros, que domina a cidade desde os tempos pré-históricos, não foi adiante. Quem sai favorecido com o bate cabeça do lado de lá é o atual vice-prefeito, Remi Filho, que é o nome calheirista da vez.

Trocando em miúdos, o impasse se dá entre o senador Rodrigo Cunha e o deputado federal Arthur Lira. O candidato do senador arapiraquense é Caubi Freitas (Podemos), enquanto o nome escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados é o ex-vereador Eduardo Oliveira (PP).

Remi Filho, atual vice-prefeito e pré-candidato a prefeito, vê o impasse na oposição com otimismo. A gestão calheirista tem problemas, claro, mas o eleitor da cidade parece ter se acostumado a ter o clã à frente da prefeitura.

A união da oposição poderia colocar fim ao longo período da família Calheiros na cidade, já que Caubi foi o segundo colocado nas eleições passadas, perdendo por cerca de 500 votos. O ex-vereador Eduardo é bastante popular na cidade, fato que poderia alçar a dupla ao favoritismo na corrida deste ano.

Do jeito que vai, Remi segue favorito e Murici terá mais do mesmo por mais quatro anos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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