Politicando
Divisão da base de Lula em Maceió facilita planos do PL de Bolsonaro
Lulistas não falam a mesma língua; partido do ex-presidente quer diminuir a influência do lulismo no Nordeste
Enquanto a base do presidente Lula em Maceió não chega a um consenso sobre as eleições na capital alagoana, o Partido Liberal (PL), que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como seu maior cabo eleitoral, vai ganhando força e se vê perto da meta definida pela sigla.
O Blog Politicando já trouxe em outra oportunidade que o PL tem a meta ambiciosa de eleger 1.500 prefeitos por todo o país. Além desse número, o partido de Bolsonaro tem a intenção de diminuir a influência do presidente Lula no Nordeste, reduto eleitoral do petista.
Ainda tímido nas bandas de cá, o PL tem trabalhado para dar um salto de crescimento em Alagoas. Sob a presidência do prefeito JHC, o partido tem feito articulações e alianças por todo o estado a fim de aumentar a representatividade conservadora nas casas legislativas municipais.
Paralelo a esse crescimento do conservadorismo bolsonarista, os partidos ligados ao presidente Lula não estão alinhados em Maceió. O MDB quer, a qualquer custo, uma composição com o PT e os demais grupos da base. A ideia dos Calheiros é que o nome do grupo seja o do deputado federal Rafael Brito.
Com o pensamento diferente, o Partido dos Trabalhadores insiste em manter a candidatura de Ricardo Barbosa. A vontade é tanta, que o partido encara até mesmo perder os cargos que possuem no governo de Alagoas.
Disputando isoladamente, Rafael Brito e Ricardo Barbosa não chegam nem perto da intenção de voto apresentada pelo prefeito JHC nas últimas pesquisas. Juntos, a diferença ainda é grande, mas as chances de irem longe na corrida é maior.
Nessa disputa entre partidos da mesma base, quem sai ganhando é o partido do ex-presidente Bolsonaro.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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