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PT abrirá mão de Ricardo Barbosa em Maceió se MDB desistir de Gabriel Azevedo em BH

Ambos partidos estão negociando interesses em cidades estratégicas

17/07/2024 17h05
PT abrirá mão de Ricardo Barbosa em Maceió se MDB desistir de Gabriel Azevedo em BH

A direção nacional do PT ainda não definiu o destino de Ricardo Barbosa porque espera que o MDB atenda ao acordo proposto: retirar a pré-candidatura de Gabriel Azevedo em Belo Horizonte para apoiar o petista Rogério Correia na corrida pela prefeitura.

O PT espera receber esse apoio do MDB em solo mineiro em troca do veto ao Ricardo Barbosa na capital alagoana. “É uma correlação de forças”, como bem disse o presidente do PT Maceió, Marcelo Nascimento, em entrevista à Rede Antena7.

O interesse do PT em BH é fortalecer o partido para as eleições de 2026, quando o presidente Lula pretende se reeleger. Em Alagoas, o interesse do MDB é neutralizar o PT para evitar que Paulão chegue com fôlego na disputa pelo Senado em 2026 - colocando em risco a reeleição de Renan Calheiros.

Em Maceió, um dos motivos da união dos partidos é a possível vinda de Lula ao palanque - contrapondo o candidato “bolsonarista” -, além do tempo de TV e rádio. Já em BH, o presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo segue estagnado nas pesquisas e o petista Rogério Correia aparece com mais destaque.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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