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Câmara de Vereadores pode cassar mandato do prefeito Adriano Barros em Joaquim Gomes

O Poder Legislativo acatou um pedido de impeachment e agora investiga o teor das denúncias

17/07/2024 16h04 - Atualizado em 17/07/2024 16h04
Câmara de Vereadores pode cassar mandato do prefeito Adriano Barros em Joaquim Gomes

A Câmara de Vereadores de Joaquim Gomes criou uma comissão, durante a sessão ordinária, para investigar denúncias de irregularidades que fundamentaram o pedido de impeachment de Adriano Barros (PSB) apresentado por uma professora da cidade. O prefeito será notificado sobre o processo que pode cassar seu mandato ainda nesta quarta-feira (17).

De acordo com o documento apresentado pela moradora, o prefeito teria firmado contratos fraudulentos desde 2022, sem o devido processo licitatório. A venda da concessão da água no município também é apontada como irregular. Além da compra de fardamentos, o uso irregular do Fundef está na mira dos vereadores.

Dos cinco parlamentares presentes na sessão, apenas um votou contrário à abertura do processo que irá investigar as denúncias.

A comissão processante foi formada, e já na próxima sessão, na quarta-feira (24), o prefeito deverá ser ouvido sobre as acusações.

Adriano Barros pediu afastamento na noite desta terça-feira (16) alegando problemas de saúde. Uma fonte do Politicando em Joaquim Gomes disse que nos bastidores a versão é que o prefeito ficou sabendo da pauta que seria abordada na Câmara e se afastou temporariamente.

O processo de investigação das denúncias deve durar em média 90 dias. O atual vice-prefeito, Elias Shallom (PSB), é o nome escolhido para disputar a cadeira de prefeito nas eleições que se aproximam.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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