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Teca Nelma e Dr. Valmir votam contra aplicação de multa para usuários de maconha

A Câmara aprovou a infração administrativa para quem for pego usando a droga em espaços públicos

07/08/2024 16h04
Teca Nelma e Dr. Valmir votam contra aplicação de multa para usuários de maconha

A vereadora Teca Nelma e o vereador Doutor Valmir, ambos do PT, foram os únicos a voltarem contra a aprovação do projeto de lei que regulamenta a aplicação de multa para quem usar maconha em espaços públicos na cidade de Maceió.

O texto é de autoria do vereador Leonardo Dias (PL) e contou com ampla aceitação dentro da Casa de Mário Guimarães. Apenas Valmir e Teca bateram o pé e não concordaram com o texto de Dias.

A matéria que prevê uma multa de R$700 para quem for pegando usando o entorpecente em espaços públicos da capital segue tramitando em regime de urgência e logo mais será votada em segunda discussão.

Dr. Valmir justificou seu voto contrário dizendo que a Câmara está votando uma pauta do Código Penal. “Não é prerrogativa desta Casa”. Já Teca, disse que a matéria é apenas um aceno para a ala mais conservadora da cidade.

“A política contra drogas se faz com saúde pública, se faz com promoção de emprego e renda, e não com ações punitivas. Usuários de entorpecentes precisam de assistência do Estado”, completou.

O autor da matéria explicou que seu texto não é inconstitucional, visto que a decisão recente no STF trata o uso de maconha como infração administrativa e não mais no campo penal.

“O que estamos propondo é regulamentar qual seria essa infração administrativa. Aqueles que se sentem representantes dos maconheiros, podem entrar na Justiça pelo direito de fumar maconha onde quer que seja”, disse Leonardo Dias.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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