Politicando
Teca Nelma e Dr. Valmir votam contra aplicação de multa para usuários de maconha
A Câmara aprovou a infração administrativa para quem for pego usando a droga em espaços públicos
A vereadora Teca Nelma e o vereador Doutor Valmir, ambos do PT, foram os únicos a voltarem contra a aprovação do projeto de lei que regulamenta a aplicação de multa para quem usar maconha em espaços públicos na cidade de Maceió.
O texto é de autoria do vereador Leonardo Dias (PL) e contou com ampla aceitação dentro da Casa de Mário Guimarães. Apenas Valmir e Teca bateram o pé e não concordaram com o texto de Dias.
A matéria que prevê uma multa de R$700 para quem for pegando usando o entorpecente em espaços públicos da capital segue tramitando em regime de urgência e logo mais será votada em segunda discussão.
Dr. Valmir justificou seu voto contrário dizendo que a Câmara está votando uma pauta do Código Penal. “Não é prerrogativa desta Casa”. Já Teca, disse que a matéria é apenas um aceno para a ala mais conservadora da cidade.
“A política contra drogas se faz com saúde pública, se faz com promoção de emprego e renda, e não com ações punitivas. Usuários de entorpecentes precisam de assistência do Estado”, completou.
O autor da matéria explicou que seu texto não é inconstitucional, visto que a decisão recente no STF trata o uso de maconha como infração administrativa e não mais no campo penal.
“O que estamos propondo é regulamentar qual seria essa infração administrativa. Aqueles que se sentem representantes dos maconheiros, podem entrar na Justiça pelo direito de fumar maconha onde quer que seja”, disse Leonardo Dias.
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Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
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A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
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