Politicando
Racha no Centrão causado por Lira pode travar semana decisiva na Câmara Federal
Mal-estar se deve a ascensão de Hugo Motta como favorito para ocupar a cadeira de presidente da Casa
A troca abrupta de favorito na corrida pela presidência da Câmara dos Deputados promovida pelo deputado Arthur Lira (PP) causou um racha no Centrão, que se divide entre Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Hugo Motta (Republicanos-PB). O mal-estar generalizado pode acabar travando o esforço concentrado que está previsto para esta semana na Câmara Federal.
A semana será a última até as eleições em outubro, onde os parlamentares se reunirão em um esforço concentrado para apreciar pautas relevantes que foram postergadas.
Dentre os temas que devem ser analisados está a criação de uma proposta com as novas regras de emendas, que contenha mais transparência e rastreabilidade, e a aprovação do PL da desoneração.
A oposição tenta avançar ainda com pautas que limitem a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como a PEC das decisões monocráticas, e a PEC que permite ao Congresso Nacional derrubar decisões do Supremo.
A expectativa é que as rusgas sejam colocadas de lado e que as pautas sejam votadas, mas há quem acredite que a tradicional reunião semanal com os líderes da Casa possa ser usada para lavar a roupa suja.
Vale lembrar que até umas semanas atrás, Elmar Nascimento - amigo quase irmão de Lira - era cotado como favorito a ocupar a cadeira que hoje pertence ao alagoano. Com a rejeição de parte da Casa, Elmar perdeu forças e Hugo Motta ganhou a simpatia do presidente da Câmara, causando o racha nos aliados de Lira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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