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Governo passa na frente da prefeitura e vai elaborar plano de mobilidade urbana para região metropolitana de Maceió

Documento com as principais ações a serem executadas deve ficar pronto em novembro

06/02/2025 17h05 - Atualizado em 06/02/2025 17h05
Governo passa na frente da prefeitura e vai elaborar plano de mobilidade urbana para região metropolitana de Maceió

O governador Paulo Dantas (MDB) resolveu avançar sobre um dos principais problemas da cidade de Maceió: a mobilidade urbana. A ideia do governador é começar a executar, ainda em 2025, um Plano de Mobilidade Urbana para a Região Metropolitana de Maceió (RMM).

De cara, só a elaboração do projeto já custará cerca de R$ 5 milhões, e será entregue até o mês de novembro deste ano. As etapas de execução entrarão pelo ano de 2026, o que pode causar impactos no processo eleitoral daquele ano.

Dantas tem uma carta na manga: o plano conta com investimentos do Ministério dos Transportes, chefiado por Renan Filho, que vai aportar recursos para revitalizar o transporte por trens na capital. Dinheiro não vai faltar - o Plano Nacional de Ferrovias da pasta está orçado em R$ 100 bilhões.

Além delas, o plano também prevê melhorias viárias e no transporte intermunicipal na região metropolitana, que engloba os municípios de Maceió, Rio Largo, Marechal Deodoro, Atalaia, Pilar, Murici, Messias, Barra de Santo Antônio, Satuba, Paripueira, Barra de São Miguel, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco.

O plano elaborado pelo governo do estado deve pressionar a prefeitura de Maceió a promover melhorias no trânsito da capital, uma das principais críticas ao prefeito JHC (PL). Segundo o governo, as ações executadas devem impactar cerca de meio milhão de veículos nessas cidades.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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