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Assembleia aprova nova lei delegada que divide secretaria; PT deve ocupar as duas pastas

Decisão final do governador deve sair após eleições do partido, em julho

20/06/2025 17h05 - Atualizado em 20/06/2025 18h06
Assembleia aprova nova lei delegada que divide secretaria; PT deve ocupar as duas pastas

Foram aprovadas na sessão da última quarta-feira (18) as alterações propostas pelo governo do estado à lei delegada estadual, que disciplina o funcionamento da estrutura governamental.

Com o novo modelo, o governo divide em duas secretarias autônomas a pasta da Mulher e Direitos Humanos - uma fica especificamente com a área de Políticas de Gênero, e a outra com a questão dos direitos humanos fundamentais.

Politicamente, há o compromisso do governador em manter as duas pastas com o PT - embora oficialmente esta decisão só deva sair após as eleições internas da legenda petista, que ocorrem em 6 de julho.

Dantas deverá manter a autonomia do partido para indicar quem quiser (ou manter a atual indicação) para a área de Direitos Humanos. Porém, para a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a indicada deve ser a musicista Marília Albuquerque.

Marília é filiada ao PT e filha do desembargador do TJ-AL Tutmés Airan. Como titular da pasta, Paulo mata ‘dois coelhos’ com uma cajadada só: atende ao PT e ainda contempla um amigo e apoiador histórico da esquerda alagoana.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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