Politicando
Acordo de Brasília sinaliza para Paulão que em 2026 é ‘federal ou nada’
Direção local e nacional do PT sinalizam que deputado deve disputar reeleição à Câmara
O acordão fechado via Brasília, que indicou os senadores de Lula por Alagoas em 2026, dificultou ainda mais os planos do deputado Paulão (PT), que em 2026 planeja trocar a Câmara dos deputados pelo Senado.
Mesmo sendo petista ‘raiz’, Paulão deve ser preterido como candidato ao senado, tanto pelo PT local quanto na direção nacional da sigla, e a ele deve ser oferecida uma única alternativa: a de buscar mais um mandato como deputado federal. Segundo interlocutores, “é isso ou nada”.
A margem de negociação para o petista diminuiu mais ainda após as eleições para a direção do PT em nível estadual, quando ele perdeu influência nas decisões partidárias a partir da vitória do seu rival, o deputado Ronaldo Medeiros. É ele, agora, que indica os caminhos que a legenda deve seguir.
Se disputar mais um mandato na Câmara, Paulão tem boas chances de se reeleger, avaliam colegas. Mesmo que sem o auxílio valoroso de Renan Calheiros, outrora um importante aliado, o petista ganha o apoio formal de Lula como federal - além de uma boa cota do fundo eleitoral.
Apesar de ver reduzidas suas chances de ‘subir’ para o senado, interlocutores avaliam que um mandato de federal para Paulão, que hoje tem menos poder dentro do PT do que há quatro anos, ainda é uma grande vitória para o parlamentar. “Eu aceitaria feliz”, afirmou um dos petistas consultados.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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