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Após aprovação de Marluce Caldas ao STJ, ganha força tese de JHC para o senado em 2026

Assunto foi amplamente debatido nos corredores do congresso nacional durante sabatina da ministra

14/08/2025 17h05 - Atualizado em 14/08/2025 18h06
Após aprovação de Marluce Caldas ao STJ, ganha força tese de JHC para o senado em 2026

No mesmo dia em que a procuradora Marluce Caldas teve seu nome aprovado pelo senado para compor o Superior Tribunal de Justiça, uma nova tese começou a ganhar os bastidores da política alagoana, ainda em Brasília: a de que o prefeito JHC (PL) pode mesmo ser candidato ao senado.

A candidatura de JHC vai de encontro ao que se chamou, por muito tempo, de ‘acordão de Brasília’, que teria sido feito entre o prefeito e o presidente Lula (PT) - por ele, JHC ficaria de fora das eleições em 2026, apoiando Renan Calheiros e Arthur Lira para o senado.

No entanto, apoiadores ligados a JHC defenderam abertamente, durante a sabatina de Marluce, que o prefeito se candidate ao senado em 2026. “Ele tem uma longa carreira pela frente, não pode ficar de fora de uma eleição”, disse um deles, em reservado.

A candidatura de JHC ao senado também agradaria, segundo interlocutores, ao senador Renan Calheiros. Segundo eles, o decano senador e JHC não dividem o mesmo eleitorado, e uma chapa composta por ambos pode ser imbatível em 2026.

Calheiros também poderia, com uma chapa em dupla com JHC, neutralizar Arthur Lira, que perderia assim seu principal cabo eleitoral na região metropolitana e teria inviabilizado seu projeto de chegar ao senado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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