Politicando
Renan chama aprovação do PL da dosimetria de ‘farsa’ e acusa negociata do governo com oposição
Articulação do senador alagoano foi derrotada por um acordo entre governo e oposição
Em fase que lembra seus tempos de militante da esquerda, Renan Calheiros fez um duro discurso contra a aprovação do PL da dosimetria na manhã desta quarta (17), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, chamando a aprovação do texto final de ‘farsa’.
“Eu não vou participar aqui de farsa nenhuma para possibilitar a votação dessa matéria, para que o governo aprecie uma outra matéria logo mais à tarde no plenário do Senado. Há pouco veio aqui o líder do governo no Senado [Jaques Wagner] dizer a mim que ele concordava em deixar votar a matéria, porque queria votar o PL que elevava as alíquotas de bets e fintechs. Eu não concordo com isso. Isso é uma farsa e eu não concordo com isso”, disse o senador alagoano.
Calheiros vinha articulando a derrota do PL da dosimetria na CCJ e chegou a fechar a bancada do MDB na Casa contra o projeto, mas durante a manhã a articulação da oposição em conjunto com governistas desmontou a estratégia de Renan.
Até mesmo senadores emedebistas, como Alessandro Vieira, votaram a favor do PL. Governista conhecido, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também votou a favor do texto. Fabiano Contarato, senador petista, votou com a proposta.
Jacques Wagner, que teria articulado o acordo entre governo e oposição, não esteve na sessão. Após a repercussão do discurso de Renan Calheiros, petistas do governo começaram a desmentir a afirmação do senador.
Gleisi Hoffmann, ministra da articulação política de Lula, disse nas redes sociais que “não há acordo nenhum” e que o governo é totalmente contra a proposta. “O governo é contra essa proposta e orienta sua base a votar contra, por razões já conhecidas: quem atentou contra a democracia tem de pagar por seus crimes”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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