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Bolsonaro ou Lula? Arthur Lira ainda não declarou quem é o seu presidente

Declarações evasivas do deputado alagoano levantam dúvidas sobre seu presidenciável

26/03/2026 18h06
Bolsonaro ou Lula? Arthur Lira ainda não declarou quem é o seu presidente

Com a entrega do PL ao deputado Alfredo Gaspar, uma pergunta volta a rondar Arthur Lira: quem será o seu candidato a presidente da República nas eleições de outubro - ou será que Lira vai ficar em cima do muro, e não vai pedir votos para nenhum deles?

A dúvida não é improcedente, e provêm tanto do histórico de diálogo e até mesmo de ajuda a Lula durante todo o seu mandato - como também de declarações evasivas quando perguntado sobre quem seria o seu presidente nestas eleições.

Tanto na coletiva, antes do ato, quanto no seu discurso de lançamento da própria candidatura ao Senado, Arthur não tocou no nome de nenhum presidenciável - nem Lula, nem Flávio Bolsonaro. Mais do que isso, ao ser questionado na coletiva pré-ato, Lira referiu-se ao futuro como “o próximo presidente”, sem dar nomes.

Claro, enquanto havia o rumor de filiação ao PL para a disputa ao Senado, o voto em Bolsonaro era imperioso por parte do deputado. Porém, mantendo-se no PP, Arthur ganha uma liberdade maior para movimentar-se no cenário eleitoral nacional.

É possível que, durante a campanha, até por uma demanda dos aliados que lhe cercam, Lira se manifeste em favor de Flávio Bolsonaro. No entanto, centrão que é, jamais declarará juras de amor ao bolsonarismo - nem ao Lulismo.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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