Nike e Neymar rompem contrato de patrocínio de US$ 105 milhões
Parceria entre empresa e jogador durava 15 anos; acordo só se encerraria em 2022

Patrocinadora de Neymar, 28, desde quando o jogador tinha 13 anos, a Nike anunciou neste sábado (29) que vai romper o vínculo com o jogador a partir do dia 31 de agosto.
A informação foi divulgada inicialmente pelo site Diário do Peixe e confirmada pela Folha. Procurada, a empresa de material esportivo não explicou a razão pela qual decidiu encerrar o vínculo e limitou-se a dizer que "não comentaria detalhes do contrato."
O jogador da seleção brasileira e do Paris Saint-Germain, da França, assinou o primeiro contrato com Nike antes mesmo de se tornar jogador profissional do Santos.
Aos 19 anos, quando venceu a Libertadores pelo clube alvinegro, ele renovou o acordo para mais 11 anos com a empresa, vínculo que terminaria em 2022. O contrato assinado em 2011 previa que ele receberia US$ 105 milhões (R$ 174 milhões na cotação da época) ao longo de 11 anos.
A assessoria do jogador também foi procurada, mas afirmou que ainda não havia um pronunciamento oficial sobre o assunto até a publicação deste texto.
No último contrato assinado entre Neymar e a Nike, a empresa incluiu uma cláusula que divida os clubes europeus em categorias e determinava o valor que o atleta receberia pelo patrocínio de acordo com o time em que ele decidisse atuar, conforme noticiado pelo UOL, em março de 2018.
De acordo com o portal, o texto do contrato previa uma divisão dos clubes em quatro categorias: A, B, C, e D. Se Neymar jogasse pela categoria A, ganharia a remuneração integral; em um clube B, o valor cairia pela metade; em um clube de nível C, seria a metade do valor da categoria B. E se Neymar atuasse por um time do nível D, não teria direito a receber nada.
Nessa época, ele já atuava pelo PSG, mas a categoria na qual o clube se enquadrava não era conhecida.
Em maio de 2019, quando a modelo Najila Trindade acusou Neymar de estupro, a Nike afirmou que acompanhava o caso com preocupação, assim como outras empresas patrocinadoras do atacante, como a Mastercard. Dois meses depois, a Polícia Civil encerrou a investigação e decidiu não indiciar o jogador, que manteve os contratos.
Apesar do fim do vínculo, Neymar ainda vai continuar vestindo uniformes da Nike, pois o PSG e a seleção brasileira também utilizam materiais esportivos da empresa americana.
A relação com a seleção canarinho, aliás, é marcada por polêmicas. Em 1998, após a Copa do Mundo na França, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi aberta para investigar as negociações entre a CBF (Confederação Brasileira) e a empresa.
Em 2001, ao término da comissão, Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, foi acusado de vários crimes e o contrato teve que ser revisto.
Além de ter patrocinado Neymar por 15 anos, a Nike mantém longa relação com grandes jogadores do Brasil, incluindo atletas já aposentados, como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.
O contrato com Ronaldo é um dos mais antigos da empresa com atletas de futebol. O acordo vitalício foi assinado em 1994, ano em que o ex-atacante foi campeão do mundo com a seleção brasileira.
Recentemente, em 2016, o jogador português Cristiano Ronaldo também assinou um contrato vitalício com a fornecedora.
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