Após ter festa cancelada, Pocah comemora 29 anos no Rio: 'Lido com o preconceito do funk há muitos anos'
Cantora reuniu celebridades nesta segunda-feira (30)
Após ter sua festa de aniversário cancelada, Pocah finalmente vai poder apagar a velinhas na companhia dos amigos! Nesta segunda-feira (30), a cantora recebeu convidados famosos em um local na Barra da Tijuca, zona oeste Rio de Janeiro, no maior clima de baile.
"Eu acho que se eu renegar minha própria origem, eu deixo de existir, porque não é somente isso, mas é feito com amor mesmo, depois dessa festa aqui, é como se eu estivesse comemorando não só a minha idade, meus 29 anos, mas eu estou comemorando também a vitória de toda uma representatividade comigo."
"Tem grandes amigos meus aqui que cresceram comigo, que eu vi passarem por muita coisa, então essa festa não é só minha, também são dos meus amigos, são de quem resistiu muita coisa, não só, sabe? Tem, por exemplo, na comunidade LGBTQIA+, tem na comunidade negra, tem mulheres, grandes mulheres hoje aqui presentes, que são importantíssimas na minha vida, então essa festa é nossa, é pra gente celebrar o funk também, que eu já estou aí há 13 anos cantando o funk, que salvou a minha vida, salvou a vida de tantos jovens, não tem como não celebrar isso, hoje à noite é só pra celebrar", disse ela ao gshow.
Segundo a cantora, os donos do lugar que tinha, originalmente, reservado pediram o cancelamento do evento alegando "não querer esse tipo de festa". Nas redes sociais, Pocah lamentou o ocorrido e disse ter sofrido preconceito: "Tenho muito orgulho de onde eu vim e isso para mim é livramento. A festa vai fluir no normal. Me aguardem!"
E, durante a festa, ela também reforçou que, infelizmente, seu meio sofre com preconceito.
"E funk é cultura, é cultura brasileira, é cultura carioca, mas ainda assim, em 2023, tem gente que não entende, tem gente que não aceita, e é chato, em 2023, na hora dessa, ainda tem esse preconceito, como é lidar com isso? Eu lido com o preconceito do funk há muitos anos, desde que eu comecei, desde o momento em que eu anunciei que eu iria ser cantora de funk, então é algo que é difícil, é difícil, é triste", desabafou.
"Não vou falar que eu me acostumo, nem devo me acostumar, nunca vou me acostumar com isso, mas a gente vai ficando mais calejado, né? A gente vai meio que criando uma casca de resistência, que eu posso dizer que eles vão ter que engolir, eles vão ter que ver o meu funk passar, eles vão ter que ver o meu funk na TV, eles vão ter que ver o funk vencendo a cada dia, eu nasci pra lutar por isso, eu vou morrer lutando pelo que eu acredito, pelo que é cultura, podem dizer que não, mas funk é cultura, funk salva vidas, muda vidas, e eu sou apaixonada", afirmou.
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