Coach do Campari: Justiça suspende ação contra Thiago Schutz, apesar de reconhecer ameaça a atriz
Thiago ainda será obrigado a comparecer bimestralmente durante os 24 meses a um cartório para assinar sua presença
Thiago Schutz, o coach do Campari, teve uma ação contra ele suspensa na última quinta-feira (09/10). Na denúncia, ele foi acusado de ameaça e violência psicológica contra duas mulheres em fevereiro deste ano pelas redes sociais. Tudo aconteceu após sua participação em um podcast viralizar na internet. A atriz Livia La Gatto e a cantora Bruna Volpi reagiram aos comentários do coach em que ele ensina aos homens como não ser submisso às vontades das mulheres.
Ao tomar conhecimento, Thiago enviou uma mensagem para as duas exigindo que elas apagassem a publicação, caso contrário, seria ‘processo ou bala’. Na época, o coach alegou que sua fala não foi uma ameaça, tendo sido mal interpretada. No julgamento desta quinta-feira (9), a Justiça reconheceu a existência de uma ameaça, no entanto, suspendeu o processo contra Thiago Schutz. O caso ainda poderá ser reaberto nos próximos dois anos, caso o influenciador cometa um novo crime.
Conforme informações da Quem, Thiago ainda será obrigado a comparecer bimestralmente durante os 24 meses a um cartório para assinar sua presença e justificar suas atividades profissionais. Além de não poder sair da cidade na qual reside, por mais de oito dias, sem autorização. A suspensão ocorreu de acordo com a lei, que permite a medida em casos de ameaça e violência psicológica. Neste caso, a proposta do Ministério Público fez com que as testemunhas não precisassem ser ouvidas.
O advogado Iberê Bandeira, que defende Lívia La Gatto, garantiu que recorrerá a decisão. “Ela quer uma punição que faça o influenciador sair da posição de agressor de mulheres. Chamamos de ‘desincentivo’. É o que ele precisa para parar de cometer crimes. Ele faz o mesmo com mulheres em geral, basta ver as páginas dele”, explicou o advogado em conversa com o Metrópolis.
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