Elenco de Malês diz que filme apresenta “história que não é contada”
Malês, novo filme de Antônio Pitanga, retrata a maior revolta negra do país, ocorrida em 1835
Mais um capítulo importante da história brasileira será retratado nas telas de cinema. Malês, novo filme dirigido e protagonizado por Antônio Pitanga, vai reviver a maior revolta negra da história do país, ocorrida em Salvador no ano de 1835, trazendo à superfície uma memória tantas vezes silenciada.
Ao Metrópoles, o elenco formado por Heraldo de Deus, Edvana Carvalho, Samira Carvalho e Rodrigo de Odé celebrou a força do longa e a urgência da narrativa que ele carrega.
“Malês é didático, emocionante e muito necessário nesse momento que a gente se encontra no país”, destaca Samira.
“O filme é importante para conhecer um pouco dessa história que não é contada convencionalmente na escola… e mostrar também que a escravidão não se abateu sobre pessoas que nasceram escravas, foram pessoas que foram escravizadas, pessoas com suas histórias de vida, suas religiões, suas línguas, seus valores muito bem consolidados e massacradas por um sistema econômico racial que acabou dando no que deu”, complementa Rodrigo de Odé.
Com estreia marcada para 2 de outubro, a expectativa é de impacto profundo. “A gente está com as expectativas altíssimas e com a certeza de que vai ser maravilhoso e de que vai atingir o máximo de público possível, de que vai motivar e inspirar as pessoas brasileiras”, contou Edvana.
Sobre o filme
Dirigido e protagonizado por Antônio Pitanga, Malês retrata a Revolta dos Malês, o maior levante organizado por pessoas escravizadas da história do Brasil. O longa resgata a insurreição ocorrida em 1835, que mobilizou a população negra, escravizada e liberta pelas ruas de Salvador contra a escravidão.
Encabeçada por africanos muçulmanos, chamados de malês, a rebelião aconteceu no final do Ramadã, celebrado em janeiro pelo Islã. Após o fracasso da revolta, os manifestantes foram duramente punidos e a repressão contra os negros no Brasil aumentou.
No longa, Pitanga interpreta Pacífico Licutan, um dos líderes do levante que reforçava a importância da participação de diferentes tribos e religiões para o sucesso da revolta e o fim da escravidão. O filme também apresenta os outros nomes reais envolvidos na rebelião, como Ahuna (Rodrigo de Odé), Manoel Calafate (Bukassa Kabengele), Vitório Sule (Heraldo de Deus) e Luís Sanim (Thiago Justino), além de personagens fictícios que retratam dramas reais, como Dassalu (Rocco Pitanga), Sabina (Camila Pitanga) e Abayome (Samira Carvalho).
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