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Deolane Bezerra e Marcola viram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro do PCC em SP

A influenciadora é investigada por envolvimento com a facção e está presa em Tupi Paulista (SP).

Por 7Segundos com G1 18/06/2026 13h01
Deolane Bezerra e Marcola viram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro do PCC em SP
Deolane Bezerra - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e converteu a influencer e advogada Deolane Bezerra em ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além dela, também se tornaram réus Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

A decisão foi do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A influenciadora é investigada por envolvimento com a facção e está presa preventivamente em Tupi Paulista (SP).

Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, a Justiça torna a pessoa ré e dá início à ação penal. Isso não significa que ela foi condenada. A partir dessa decisão, o processo segue para a fase de produção de provas e apresentação da defesa, até que a Justiça decida se o acusado é culpado ou inocente.

A ação ocorreu a partir do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente (SP). A Justiça também recusou o pedido de transferência feito pela defesa de Deolane.

O MP reforçou que o pedido de prisão domiciliar não é oferecido nos casos de organização criminosa que opera mediante violência.

O promotor Lincoln Gakiya, que atua em Presidente Prudente, é um dos membros do grupo do Ministério Público. Gakiya é um dos principais investigadores da atuação do PCC no Brasil e é considerado referência internacional no assunto.

O documento foi registrado por Gakiya e mais seis promotores, sendo cinco de São Paulo e dois de Presidente Prudente, no dia 10 de junho. Segundo o arquivo, familiares ou pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes do PCC para distribuição da renda ilícita obtida com a empresa de transportes.

Estes valores eram depositados em favor de Deolane, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sendo os dois últimos sobrinhos de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola.

Ainda conforme o documento, os relatórios de inteligência financeira, as quebras de sigilo fiscal e bancário confirmam a ocultação/dissimulação das quantias ilícitas e a reinserção na economia formal, dando aparência de licitude.

Diante da situação, o Ministério Público Estadual denunciou à Justiça:
Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
Deolane Bezerra Santos;
Everton de Souza;
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola;
Paloma Sanches Herbas Camacho.
O núcleo de Presidente Prudente do Ministério Público também apontou que, no caso de Deolane, que está presa em Tupi Paulista, tem condições adequadas para permanecer na unidade.

Além disso, o fato de a influenciadora ter uma filha menor de 12 anos não é considerado critério que deva ser avaliado dissociado dos demais elementos para a concessão da prisão domiciliar.