Richarlison desabafa sobre briga na Justiça envolvendo Flávio Bolsonaro
Após vídeo expondo processo viralizar, Richarlison se manifestou sobre briga judicial com empresa de advogado amigo de Flávio Bolsonaro
Um processo imobiliário envolvendo o jogador brasileiro Richarlison passou a repercutir nas redes sociais após um vídeo revelar a disputa por uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. O imóvel teria sido comprado por uma empresa do jogador, mas, dois anos depois, um advogado e amigo do senador Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz, teria adquirido a posse do local por decisão judicial. O processo foi encerrado em junho de 2025, após decisão do Superior Tribunal de Justiça a favor de Tomaz.
A história foi compartilhada pela advogada Ana Paula Zantut nas redes sociais. No vídeo, ela explica os detalhes do processo que deu origem à disputa judicial entre o jogador e o amigo do político. O atleta, inclusive, comentou na publicação confirmando a versão apresentada:
“Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram e estou até hoje sem receber a minha grana!”.
Além do comentário sobre o caso, Richarlison marcou Flávio Bolsonaro em uma postagem nos stories do Instagram onde repostou o vídeo de Ana Paula, associando-o ao processo.
Qual é a ligação de Flávio Bolsonaro com o caso?
Flávio Bolsonaro não é parte da ação judicial entre Richarlison e o advogado Willer Tomaz. Contudo, segundo reportagem publicada em 2022 pelo então colunista do Metrópoles Guilherme Amado, o senador foi arrolado como testemunha no processo pelos advogados do jogador.
Em julho de 2020, antes da venda da mansão para a empresa do atleta, Flávio visitou o imóvel acompanhado da esposa e do ex-senador Wilder Morais, sendo recebido pelo então possuidor da propriedade.
Em janeiro de 2021, o senador retornou ao local acompanhado do amigo pessoal Tomaz, que é advogado. Na ocasião, o advogado demonstrou interesse em adquirir o imóvel, mas foi informado de que ele tinha sido vendido à empresa de Richarlison.
Os advogados ligados ao centroavante pediram que Flávio fosse ouvido como testemunha para confirmar que o imóvel tinha ocupação regular antes da disputa, contrariando a tese de que os ocupantes seriam invasores. Ao Metrópoles, na época, o filho de Bolsonaro afirmou que não possui qualquer relação com o imóvel nem com o processo, dizendo manter apenas amizade com Willer.
O senador também declarou que acreditava que o depoimento pouco acrescentaria ao caso, já que não conhece os detalhes da negociação nem da disputa judicial envolvendo a posse da mansão.
Entenda o caso
Tudo teria começado dois anos após Richarlison adquirir a mansão. Nesse período, Willer Tomaz teria comprado a posse do imóvel. A diferença entre os dois documentos é que o jogador adquiriu a propriedade diretamente com o proprietário, mas na matrícula do imóvel ainda constava um registro de cessão de posse datado em 1968. A empresa do advogado teria adquirido esse direito e, posteriormente, entrou com uma ação de reintegração de posse.
Assim, embora Richarlison e o empresário Renato Velasco tenham comprado o imóvel, a posse estaria registrada em nome de uma terceira pessoa. “Como não houve o cancelamento dessa cessão de posse, ela foi repassada para a empresa do advogado Willer Tomaz, em 2022. E [tinha] essa disputa para definir quem tem a posse, porque, por mais que você tenha a propriedade, não necessariamente você tem a posse”, explicou a advogada no vídeo que tem mais de 500 mil visualizações nas redes sociais.
Segundo a explicação divulgada nas redes sociais, a discussão não estava apenas em torno de quem tem direito ao imóvel. Isso porque uma das mulheres ligada à empresa que detinha a posse afirmou ter sido induzida a erro no momento da assinatura do contrato de transferência. Caso a alegação tivesse sido comprovada, o documento poderia ser anulado, o que mudaria completamente o rumo do processo.
Ao Metrópoles, a assessoria de Tomaz reforçou que o processo transitou em julgado, com decisão favorável a ele, e não existe mais uma discussão sobre o direito ao imóvel.
“Inicialmente, a discussão era sobre quem tinha a posse de fato. [Seria] o Willer Tomaz, porque ele tinha um contrato de posse, apesar da propriedade estar em nome de outra pessoa. Mas agora o debate é sobre a legalidade dessa posse, porque, se esse contrato foi firmado com alguma irregularidade, ele pode ser anulado, fazendo com que tanto a propriedade quanto a posse retornem para o Richarlison e o empresário dele”, finalizou a advogada.

Richarlison desabafa sobre disputa com advogado de Bolsonaro por mansão. Reprodução/Redes Sociais
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