Cartola da Copa do Catar diz que mortes divulgadas não são 1% do divulgado
Copa vem sofrendo muitas críticas por conta da exploração de trabalhadores
Em entrevista para 15 jornalistas de dez países diferentes, o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo de 2022, Nasser Al Khater, falou sobre temas delicados da preparação para um dos principais eventos esportivos do mundo, que começa daqui a pouco menos de um ano.
Um dos assuntos em pauta foi a declaração de que o público LGBTQIA+ não poderia mostrar afeto em público, assim como os heterossexuais.
Temos um compromisso de algum tempo de que será uma Copa do Mundo que receberá bem a todos, independentemente de gênero, raça, religião ou orientação sexual. É algo que sempre reforçamos", disse Khater.
Se por um lado o organizador tentou colocar panos quentes nessa discussão, outro tema espinhoso foi abordado.
Uma reportagem do The Guardian em fevereiro deste ano afirmou que cerca de 6.500 imigrantes de países como Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka morreram em obras de construção de estádios e infraestrutura para a Copa. Além disso a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Anistia Internacional também falaram em “milhares de mortes”, mas sem informar o número exato.
Segundo Nasser Al Khater, o número exato é de apenas três mortes, o que para ele comprova o “jornalismo irresponsável do The Guardian.
“Eu posso te dizer os fatos: são três fatalidades com mortes de trabalhadores envolvidos no projeto da Copa do Mundo. Três trabalhadores tiveram incidentes. Ao The Guardian ou qualquer outro meio que tenha difundido as notícias de 4.000 ou 6.500 mortes nos estádios, temos a posição consistente de que estes números são falsos e não os reconhecemos. Nós pesquisamos e temos segurança em dizer que os números não são contextuais, são incorretos”, afirmou.
Para fechar os temas polêmicos, o consumo de álcool durante a Copa foi assunto, já que o país restringe o acesso a bebidas alcoólicas.
"É preciso entender onde se está. Somos um país muito internacional, Doha é uma cidade internacional, só 20% de sua população é nativa, então somos tolerantes e recebemos outras culturas. Haverá espaços para pessoas de outros lugares do mundo consumirem bebidas alcoólicas. Não faz parte da cultura do Catar, mas temos isso em restaurantes e algumas áreas, não é um problema", finalizou.
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