Futebol

SAF do Fluminense: investidores fecham modelo e vão apresentar proposta nas próximas semanas

Fundo que deseja comprar a SAF terá 15 torcedores milionários do clube; Conselheiros e sócios precisam aprovar a criação da empresa e a venda para o grupo interessado em gerir o futebol

Por GE 28/08/2025 13h01 - Atualizado em 28/08/2025 13h01
SAF do Fluminense: investidores fecham modelo e vão apresentar proposta nas próximas semanas
Mário Bittencourt terá um cargo importante na SAF se a venda for aprovada por conselheiros e sócios - Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

Questão de pouco tempo. O Fluminense vai receber nas próximas semanas a proposta dos investidores que desejam comprar a SAF tricolor. O modelo está definido, com 15 torcedores milionários do clube adquirindo cotas da empresa que comandará o futebol se a venda for aprovada por conselheiros e sócios tricolores.

Faltam poucos detalhes para a conclusão do documento e sua consequente divulgação. Os cotistas foram reunidos pela Lazuli Partners, uma gestora de investimentos, cuja subsidiária LZ Sports vai administrar a empresa. As partes discutem a possibilidade de criação no futuro de cotas menores na empresa para serem compradas por outros torcedores tricolores.

Na proposta a ser enviada ao Fluminense, o fundo criado pelos 15 torcedores será o sócio majoritário da SAF, com a associação na condição de minoritária. A diretoria tricolor participa ativamente do processo. Caso os conselheiros e os sócios aprovem a venda, o atual presidente do clube, Mário Bittencourt, terá um cargo importante na gestão do futebol sob o comando da nova empresa.

Entre os 15 tricolores que vão comprar cotas do fundo que deseja comprar a SAF do Fluminense, alguns nomes são conhecidos, conforme informou Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Fazem parte da lista o controlador do BTG Pactual, André Esteves; o diretor-geral da Frescatto, Thiago De Luca; o co-fundador do Absoluto Partners, José Zitelmann; e integrantes da família Almeida Braga, da Icatu Seguros.

A promessa é de colocar resultados esportivos como prioridade na nova empresa, antes da busca por retorno ao dinheiro colocado no fundo. Se a venda for aprovada, haverá obrigações por parte dos investidores: a ideia é fazer um aporte relevante de dinheiro no momento da compra e outros pagamentos nos primeiros anos.

Além disso, são discutidos outros parâmetros, como, por exemplo, ter uma das maiores folhas salariais do país. A base tricolor, com o CT de Xerém, e o futebol feminino também iriam para o guarda-chuva da nova empresa, que assumiria a dívida a associação. Em 31 de dezembro de 2024, o Fluminense devia o total de R$ 865 milhões, segundo o balanço publicado em abril deste ano.

Os investidores argumentam não ter pressa para a conclusão do processo. Por isso, existe a chance de a votação entre os sócios ocorrer somente depois da eleição presidencial no clube, que precisa ser realizada entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro deste ano.

O atual vice-presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, será o candidato da situação no pleito no fim do ano. Entre os pré-candidatos da oposição já conhecidos, estão o advogado Ademar Arrais, o jornalista Ricardo Mazzella e o ex-presidente da Unimed e médico Celso Barros.