Exame residuográfico sobre morte de capitão da PM será finalizado em Brasília
O exame residuográfico feito no suspeito da morte do capitão da Policia Militar Rodrigo Moreira Rodrigues, 32 anos – morto no último sábado (9) -, será concluído fora do Estado. A informação é do chefe do Instituto de Criminalística de Alagoas, José Cavalcante de Amorim Medeiros, que confirmou na manhã desta terça-feira que o material recolhido foi entregue pelo próprio chefe do IC na manhã de segunda-feira (11), na sede da Policia Federal em Alagoas, que enviará as amostras para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde está instalado o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) da Polícia Federal.
Cavalcante explicou que, após o crime, uma equipe do IC esteve na delegacia responsável pelo flagrante e coletou amostras de possíveis resíduos nas regiões das mãos do suposto atirador identificado como Agnaldo Lopes de Vasconcelos, 49 anos. Durante o exame, o perito utilizou coletores chamados "stub", pequenos adesivos protegidos em frascos plásticos, sendo um para cada mão e, em seguida, essas amostras foram lacradas para posteriormente serem analisadas em laboratório em um Microscópio Eletrônico de Varredura, que identifica as substâncias presentes nos stubs, além de ampliar a imagem em até 300 mil vezes para visualizá-las.
“Como Alagoas não possui esse equipamento, entrei em contato com a equipe de peritos da PF, com quem nutrimos uma parceria e eles prontamente se disponibilizaram a nos ajudar enviando o material para o Instituto Nacional de Criminalística, onde se encontram os laboratórios utilizados para exames da Polícia Federal", disse o perito criminal.
O chefe do IC afirmou que esse tipo de exame é muito utilizado para identificar vestígios de pólvora quando uma arma de fogo é utilizada em crimes. A identificação desse material é possível, porque, após efetuar o disparo, a arma expele tanto pela parte dianteira como traseira do cano uma expansão gasosa da combustão do explosivo presente nas munições que se aderem à superfície da pele.
Cavalcante esclareceu ainda que existe um tempo máximo para a realização do exame residuográfico. Segundo prevê o procedimento operacional padrão da perícia criminal adotado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, a coleta dos resíduos em pessoas vivas deve ser realizada no máximo em até seis horas após o disparo ou até 12 horas, quando o suspeito permaneceu sob vigilância permanente.
Como a coleta no suspeito da morte do capitão foi realizada dentro do prazo e respeitando todas as técnicas, o resultado deverá sair rápido. A expectativa do chefe do IC é que em 15 dias o laudo fique pronto.
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