TJ/AL determina multa de R$ 10 mil para grevistas; prejuízo no Porto é de R$ 700 mil
Enquanto os policiais civis continuam bloqueando o acesso ao Porto de Maceió, no bairro do Jaraguá, uma nova determinação para o retorno imediato dos grevistas foi deferida e divulgada, na tarde desta quarta-feira (27), pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). O desembargador Alcides Gusmão, no documento, aumentou o valor da multa diária aplicada ao Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) para 10 mil reais. A categoria havia decidido ontem manter a greve, mesmo diante da primeira determinação estipulando multa. A administração do Porto já contabiliza um grande prejuízo.
Alcides Gusmão baseou a nova determinação em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Novo Código do Processo Civil, que ressaltam a importância das atividades dos policiais civis para a segurança pública. Na prática, a categoria não poderia entrar em greve, mesmo mantendo 30% das atividades, o que segundo o desembargador não estaria acontecendo nesta paralisação.
Segundo consta no documento, várias atividades não estariam sendo executadas. São elas: Apreensão de materiais sem autoria; Boletins de ocorrência; Embarque de armas de fogo e confecção do BO; Homologar boletins de ocorrência; Investigação de qualquer crime ; Levantamento preliminar do local de crime; Movimentação de presos para audiências; Não permitir visita a preso; Remoção de presos; Termo circunstanciado de ocorrência e Usar viatura caracterizada.
Os policiais civis afirmam que o governo montou uma comissão para negociar os 23 itens da pauta de reivindicações, mas até agora, a discussão não avançou. As principais reivindicações são pelo reajuste do salário dos agentes e escrivães, equiparando a 60% do piso de delegado, além de melhores condições de trabalho.
“O grande problema é que o governador Renan Filho montou uma comissão para estar na frente desse diálogo e o pessoal não tem poder de deliberar nada. Fica tudo emperrado. Nada chegou a um entendimento e acompanhamos pela mídia as afirmações do governador sobre não ter condições de equiparar os salários. Diante da falta de diálogo a categoria decidiu que vai sim permanecer em greve. Ontem na assembleia estávamos com cerca de 600 policiais. Continuamos fortes”, ressaltou o diretor do Sindpol, Zé Carlos.
Após a assembleia realizada ontem, a categoria seguiu em caminhada e se manifestou, com faixas, carros de som e cartazes, em frente ao Palácio da República dos Palmares. Após a primeira parada eles seguiram a pé em direção ao bairro do Jaraguá, onde bloquearam o acesso ao Porto de Maceió, gerando muitos transtornos para os caminhoneiros que precisavam entrar no local para carregar ou descarregar. No começo da tarde desta quarta-feira, uma longa fila se formava pela Avenida da Paz, ultrapassando a ponte do Vale do Reginaldo. Os caminhoneiros também estacionaram os veículos em uma praça próxima ao Porto e no estacionamento do Jaraguá.
“É absurda a quantidade de veículos que estão esperando para carregar ou descarregar. O prejuízo já é grande para todos. A cada dia parado o Porto perde 100 mil dólares (convertidos, ultrapassam 700 mil reais). Dois navios estão parados esperando os caminhões. Não entendemos por qual motivo escolheram o Porto para protestar, nosso âmbito é Federal, não temos nenhuma relação com a manifestação. Isso é algo entre os grevistas e o governo estadual”, ressaltou o administrador substituto do Porto, Roberto Leone.
Os grevistas não pretendem desocupar o acesso ao Porto. Carros bloqueiam a entrada, faixas e cartazes foram pendurados e tendas foram montadas, para dar suporte à mobilização. A todo momento líderes discursão no carro de som e pedem o fortalecimento da manifestação contra um governo que não negocia.
“Nós decidimos ocupar o Porto, mesmo tendo outra esfera, justamente pela importância do mesmo. Se o governador não quer negociar, temos que buscar formas para chamar a atenção. Nossa luta é clara e nosso movimento está fortalecido. Não vamos sair daqui enquanto o governo não negociar todos os itens da pauta de reivindicações”, afirmou o presidente do Sindpol, Josimar Melo.
O administrador do Porto revelou ainda que já estaria tomando as medidas cabíveis para buscar junto a justiça a desocupação da área. “Já entramos com uma ação pedindo uma liminar de desocupação. Entramos ontem ainda, estamos esperando um retorno o mais breve possível para evitar maiores prejuízos”.
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
