Movimentos sem-terra são recebidos pelo presidente do TJ/AL; reivindicações serão levadas ao Pleno
Sem-terra pedem que o TJ suspenda decisão que determina reintegração de posse de uma área no Município de Atalaia
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Washington Luiz Damasceno Freitas, recebeu na tarde desta segunda-feira (2), representantes de movimentos de sem-terra. Na pauta de reivindicações, os trabalhadores rurais pedem que o TJ suspenda a decisão da 29º Vara Civil da Capital que determina a reintegração de terra no Município de Atalaia. Eles argumentam que a reintegração deveria ser suspensa enquanto não é julgada uma outra ação, que contesta a propriedade dos herdeiros.
O presidente Washington Luiz se comprometeu a pautar, para o Pleno amanhã (3), um mandado de segurança que pode suspender a reintegração. “Eles estão preocupados com a decisão judicial que determina a reintegração de posse de uma propriedade no município de Atalaia. Eu me comprometi de que amanhã vou levar essa questão para ser debatida no Pleno do TJ/AL para evitar um confronto entre uma decisão do desembargador que determinou a reintegração com o outro que está no relato do mandado de segurança”, explicou.
Para o relator do processo que pede a suspensão da reintegração de posse do imóvel, desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, a matéria merece ser discutida com os outros desembargadores do Tribunal antes de tomar uma decisão.
“Como se trata de uma questão muito importante, nós vamos socializar essa discussão com os desembargadores. Se o Pleno sinalizar pela suspensão considerando que há uma ação rescisória em tramitação que pode, inclusive, mudar profundamente a titularidade da propriedade da terra, nós faremos. Eu acho que é algo que precisa ser muito bem refletido porque há um conflito social relevantíssimo, uma área social conflagrada que nós precisamos analisar bastante antes para decidir da melhor maneira possível”, afirmou o relator.
O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Marcos Antônio da Silva (Marron), avaliou a reunião como positiva e destacou que a área abriga 74 famílias, acampadas há 12 anos, e possui 300 tarefas de plantação. “O Tribunal entendeu a importância de receber a comissão da marcha e nós também entendemos que a conversa foi boa e que a partir de agora o diálogo continua porque a reforma agrária não é apenas acampar ou a mandar a polícia tirar de lá quem está acampado. Mas sim, diálogo entre Governo do Estado, Poder Judiciário e os movimentos. Essa casa teve um papel importante de avaliar suspender o processo, para que não haja em Alagoas conflitos como houve no Paraná na semana passada”, disse.
O diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva, também esteve no encontro. Os movimentos que reivindicam a suspensão da decisão são a Comissão Pastoral da Terra (CPT); Movimento de Luta pela Terra (MLT); Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL); Movimento Unidos pela Terra (MUPT); Movimento Via do Trabalho (MVT); e Terra Livre.
Últimas notícias
Maragogi inaugura nova era de desenvolvimento e reconstrução administrativa
SEPLAG e UNCISAL convocam aprovados em concurso estadual para exames admissionais
Maceió lidera com folga e Arapiraca, Murici, Pilar e Coruripe formam elite do ICMS 2026
Em Milagres, Jadson Lessa e lideranças renovam apoio a Arthur Lira
No voto sobre 8 de Janeiro, Moraes determina que cada PM pague indenização de R$ 6 milhões
Em vídeo, ex- prefeita de Passo de Camaragibe comemora cassação do prefeito Elisson Santos
Vídeos e noticias mais lidas
“Mungunzá do Pinto” abre os eventos do terceiro fim de semana de prévias do Bloco Pinto da Madrugada
Família de Nádia Tamyres contesta versão da médica e diz que crime foi premeditado
Motociclista perde controle e cai na AL 220, em Limoeiro de Anadia
Promotorias querem revogação da nomeação de cunhada do prefeito de União
