Agentes penitenciários de Alagoas paralisam atividades por 72 horas
Apenas 30% dos trabalhos serão mantidos; não haverá visita no fim de semana
Os agentes penitenciários de Alagoas decidiram, durante uma assembleia realizada na manhã desta terça-feira (3), paralisar as atividades por 72h no próximo fim de semana. Apenas 30% dos trabalhos serão mantidos e visitas aos reeducandos estarão suspensas durante o período.
A reunião foi convocada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen-AL), após o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) divulgar que os prestadores de serviço dos presídios estão autorizados a usar armas, o que é combatido pelos efetivos. Cerca de 200 agentes votaram a favor da paralisação que inicia na próxima sexta-feira (6) .
Em nota, o Sindicato dos Agentes de Segurança Socioeducativo e Prestadores de Serviços do Sistema Penitenciário de Alagoas (Sindassespal) justificou a necessidade do uso de armas. Confira, na íntegra, o texto emitido pelo sindicato.
1. Esclareça-se que, embora sem a aprovação mediante concurso público, a maioria dos agentes penitenciários (prestadores de serviços) atua há mais de 10 anos no sistema prisional alagoano, possuindo vasta experiência no manejo de arma e desempenho laboral na atividade de remoção e custódia dos presos;
2. Há algum tempo, os prestadores de serviço foram surpreendidos com decisão administrativa, deslocando-os para realização de outros serviços pouco úteis dentro do complexo prisional, sendo a eles vetado, equivocadamente, o ingresso nas unidades para vigilância dos presos e o porte de armas, trazendo um déficit no quesito segurança, inviabilizando, inclusive, o direito de visita dos advogados por faltar agentes para tal;
3. É nesse cenário que o SINDASSEPSAL destaca a decisão de sua Excelência Desembargador Sebastião Costa Filho que mirando a segurança e o bom funcionamento do sistema prisional mantém outra decisão do juiz José Braga Neto. Veja que, ambas as decisões, são indiferentes aos interesses mesquinhos dos agentes concursados (SINDAPEN) que ao invés de elevarem suas ações para o valor SEGURANÇA, cingem-se suas finalidades exclusivamente a aspectos salariais, sendo insensíveis ao melhoramento do sistema prisional alagoano.
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