Perícia constata utilização de uma mesma arma de fogo em seis homicídios
O resultado do laudo será de extrema importância para conclusão das investigações
O resultado de exames periciais do Instituto de Criminalística (IC) de Alagoas deu um direcionamento crucial para a elucidação dos crimes cometidos no município de Pilar. Os peritos criminais Lucas Nascimento e Ricardo Leopoldo realizaram os confrontos balísticos de elementos de munição de arma de fogo (projéteis e estojos) de oito casos, dos quais, seis deram positivos com a arma apreendida. Isso significa que essa mesma arma foi utilizada naqueles seis homicídios.
A requisição dos exames ao Núcleo de Balística Forense do IC foi solicitada pelo delegado de Pilar, José Carlos, após a apreensão de um revólver calibre 38 durante a investigação policial. A pedido do delegado, responsável pelo inquérito policial, os peritos realizaram os confrontos balísticos entre os padrões da arma apreendida, os projéteis retirados das vítimas no IML e os projéteis e estojos coletados em locais de crime pelos peritos criminais desse instituto.
O perito criminal Ricardo Leopoldo disse que cada perito ficou responsável por examinar quatro dos oito casos. Desse total, dois deles foram eliminados, visto que, foram constatadas incompatibilidades entre os calibres. “Inicialmente, realizamos o confronto entre os projéteis coletados em local de crime com os projéteis retirados das vítimas durante a necropsia. Em seguida, produzimos vários padrões da arma apreendida e realizamos um novo confronto balístico, resultando em seis casos positivos do total de oito analisados, ou seja, conseguimos comprovar, tecnicamente, que esses assassinatos foram cometidos pelo mesmo revólver examinado no nosso laboratório”, afirmou Ricardo.
O perito criminal Lucas Nascimento explicou que, durante os exames, eles analisam as características identificadoras dos projéteis questionados e padrões, bem como, as semelhanças entre os microrraiamentos existentes neles. Devido a grande quantidade de elementos encaminhados para confronto, foi necessário todo o cuidado no manuseio desse material, de forma a preservar suas características para análises posteriores no microcomparador balístico. “Dedicamo-nos integralmente a esse caso, horas frente ao microcomparador balístico, que culminou nesse resultado. É um trabalho minucioso que requer muita paciência durante toda a análise, sobretudo, na formação da convicção interpretativa, onde concluímos o uso de uma mesma arma de fogo em seis homicídios distintos”.
O perito-geral Manoel Melo, ao parabenizar os peritos do caso pelo excelente trabalho, comentou que, caso a Perícia Oficial consiga levar a termo a aquisição de um sistema de automação balística, casos como esse serão mais frequentes e as investigações criminais no estado darão um salto enorme.
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