Índice de Preços do Consumidor aponta alta nos produtos de despesas pessoais
A Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas (Seplag), publicou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) relativo ao mês de maio deste ano, para que os maceioenses possam adquirir produtos com melhor preço, na hora das compras.
De acordo com os dados levantados na pesquisa, no mês analisado, a variação medida pelo IPC registrou uma elevação de 0,51%. O grupo que apresentou maior destaque foi o de Despesas Pessoais, com 1,93%.
“Nesse mês, o grupo que apresentou a maior variação foi Despesas Pessoais. Esse aumento pode ser explicado, principalmente, por conta da alta no item de festas diversas, que reúne produtos ligados às festividades em geral. Em seguida, verificamos a elevação de preços no grupo de alimentação e bebidas, que variou 0,74% e, por fim, no grupo de vestuário, com 0,48%”, pontua o supervisor de Pesquisas da Seplag, Gilvan Sinésio.
Relativo aos produtos e serviços que apresentaram as maiores variações no mês, itens como materiais hidráulicos, médicos e exames de laboratórios, registraram uma elevações consideráveis, com 7,38%, 3,57% e 2,43%, respectivamente.
Em relação à cesta básica, através dos dados da pesquisa, foi notado que, no intervalo de tempo auditado, a cesta básica comprometeu um percentual de 36,13% do salário mínimo atual, que é de R$ 880. Isso, segundo o levantamento, representa um acréscimo de 0,21% em relação ao mês de abril.
“Em abril, o maceioense teve que desembolsar R$ 317,92 para comprar a cesta básica. Além disso, dentre os itens que compõem a cesta básica, observou-se que a carne, excepcionalmente, pesou um pouco menos no orçamento, com preço médio de R$ 19,74 o quilo”, salienta Sinésio.
Feijão
O feijão, um dos itens básicos da alimentação das famílias maceioenses, já é considerado um dos vilões da cesta básica por especialistas que monitoram o custo de vida. Problemas com a seca, por exemplo, têm feito com que os preços dispararem. Segundo a pesquisa, em maio, o item apresentou variação de 1,58%.
“Há um aumento significativo no preço do produto. Percebe-se, portanto, que o maceioense deve, cada vez mais, realizar pesquisas de preço para conseguirem economizar na hora das compras. É preciso, no entanto, ficar atento às variações de preços”, finaliza Sinésio.
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