Não há evidências de que ataque tenha sido comandado do exterior, diz Obama
O presidente Barack Obama afirmou nesta segunda-feira (13) que não há evidências claras de que o atirador responsável pela chacina na boate de Orlando tenha sido "direcionado por um grupo no exterior", horas depois de o Estado Islâmico reivindicar a autoria do atentado que deixou pelo menos 50 mortos.
Obama afirmou que o atirador Omar Sedique Mateen, 29, nascido nos Estados Unidos e de origem afegã, "aparentemente absorveu várias informações de extremistas" achadas na internet.
"O que sabemos é que ele recentemente jurou fidelidade ao Estado Islâmico, mas não há indício de que isso fazia parte de um plano maior."
O FBI também afirmou em coletiva nesta segunda não ter evidências de que o atirador tenha feito parte do EI ou de alguma rede terrorista internacional.
O presidente norte-americano também falou que o país não pode dualizar a discussão do atentado separando as questões "controle de armas" - tema defendido por Obama e no qual ele encontra forte oposição da associação pró-armas NRA - e "terrorismo". Segundo ele, os assuntos precisam ser debatidos juntos.
"Se tivermos terroristas radicalizados por conta própria nesse país, então eles [terroristas] vão ficar cada vez mais difíceis de serem encontrados. A facilidade com que eles conseguirão as armas fará diferença sobre como eles conduzirão esses ataques. É um problema, independente das motivações", destacou.
"É um problema quando um jovem vai a uma igreja na Carolina do Sul e mata nove pessoas que se ofereceram para rezar por ele. É um problema quando um homem irritado, num campus universitário, decide atirar nas pessoas porque ele se sentiu desrespeitado. É certamente um problema quando organizações como o EI ou Al Qaeda tentam ativar a promoção da violência e algum indivíduo com distúrbios encontrar essa propaganda horrível", ressaltou o presidente lembrando de ataques anteriores ocorridos no país.
As declarações vieram após uma reunião de Obama na Casa Branca com sua equipe de segurança nacional e inteligência para receber os últimos detalhes do massacre.
Do encontro participaram, entre outros, o vice-presidente Joe Biden; o diretor do Birô Federal de Investigações (FBI), James Comey, e o secretário de Segurança Nacional, Jeh Johnson.
Também estiveram presentes, de acordo com a agenda facilitada pela Casa Branca, o diretor do Centro Nacional Contra o Terrorismo (NCTC), Nicholas Rasmussen, e a procuradora-geral adjunta, Sally Yates.
Ontem, logo depois do ataque, Obama afirmou que, naquele momento, já se sabia "o suficiente para dizer que foi um ato de terrorismo e de ódio". Em seu último ano com presidente, esta foi a 16ª vez que Obama se viu forçado a se pronunciar, desde que chegou à Casa Branca, sobre massacres a tiros.
Ele aproveitou o discurso de domingo para reforçar a necessidade de debate sobre o porte de armas nos EUA, instando os americanos a pensar se este é o país onde querem estar.
"O massacre nos lembra como é fácil pôr as mãos numa arma que permite a eles atirar em pessoas em escolas, cinemas e clubes noturnos", disse Obama. "E nós temos que decidir se este é o tipo de país em que queremos estar. E não fazer nada é também uma decisão."
Últimas notícias
Tenente da Rota irmão de Eloá segue estável: "Lutando bravamente"
Papagaio é encontrado vivo sob escombros dos terremotos na Venezuela
Ricardo Amorim destaca Maceió como exemplo de força econômica no Brasil
Deputado Ricardo Nezinho destaca chegada do Programa Ronda no Bairro como reforço à segurança de Arapiraca
Do peso ao vício: os múltiplos efeitos das canetas emagrecedoras
Alfredo Gaspar lidera disputa ao Senado em Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
