Mercosul: Brasil reforça risco mínimo de Zika nas Olimpíadas
Em reunião no Uruguai, também serão debatidos o comércio ilegal de tabaco e compra conjunta de medicamentos. Ricardo Barros terá reuniões bilaterais com Uruguai e Paraguai
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa, nesta sexta-feira (17), da 39ª Reunião de Ministros da Saúde, em Montevidéu, no Uruguai, onde serão debatidos temas de interesse do bloco no campo da saúde. No encontro, o ministro apresentará as ações da pasta durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, bem como as medidas que vem sendo adotadas pelo Brasil para controle do vírus Zika, relacionado à microcefalia, e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
O ministro mostrará que o risco de Zika no Brasil, no período da competição, é mínimo, principalmente pelas condições climáticas da época e pela mobilização no combate ao mosquito. Na ocasião, Ricardo Barros irá apresentar dados que mostram o declínio dos casos de Zika no país, que caíram 87% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano.
Os números reforçam os resultados das iniciativas de enfrentamento ao mosquito, além de demonstrar um comportamento diferente do habitual neste ano. O ministro também vai reforçar o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o risco muito baixo de propagação internacional do vírus Zika como resultado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil, não devendo haver restrições gerais sobre viagens para as cidades brasileiras.
Durante o encontro no Uruguai, também serão discutidos assuntos como o combate ao comércio ilegal de produtos de tabaco e compra conjunta de medicamentos. A negociação de preço junto às farmacêuticas vem sendo abordado nas últimas reuniões de ministros. O objetivo é garantir a economia de recursos para os países envolvidos, com a obtenção de valores mais baixos na aquisição de medicamentos, como os utilizados no tratamento de aids, hepatite C e oncológicos.
Além do evento principal, da qual participarão ministros dos Estados-membros do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela) e da Bolívia (em processo de adesão), bem como representante do Chile (associado), o Brasil também manterá reuniões bilaterais com o Uruguai e com o Paraguai.
Encontro
Em fevereiro deste ano, uma reunião extraordinária do bloco, voltada para a situação do Zika no continente, foram discutidas ações integradas para o combate às infecções causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Os países assinaram uma declaração de apoio recíproco para o enfrentamento ao vetor. Na ocasião, o Brasil ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika, a ser realizado em grupos de técnicos da região, que também devem trocar experiências locais.
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