Gestores municipais relatam dificuldades para pagar piso salarial do magistério
A área técnica de Educação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem atendido gestores municipais, diariamente, com dificuldades para pagar o piso salarial do magistério, que vigora em R$ 2.135,64 neste ano. No geral, eles questionam a obrigatoriedade e afirmam que a receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é insuficiente para o cumprimento da lei do piso e para manutenção das atividades educacionais.
Diante dos relatos feitos pelos municipalistas, principalmente por meio de ligação telefônica, a CNM lembra: a Lei 11.738/2008 determina que o reajuste da categoria, ocorra anualmente no mês de janeiro, com base na variação de crescimento do valor mínimo anual por aluno definido nacionalmente referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano do Fundeb.
Ainda conforme esclarecimentos da entidade, o valor por aluno é resultado da divisão da receita do Fundo pela matrícula nessa etapa da Educação Básica, que diminui a cada ano em decorrência do chamado bônus demográfico, ou seja, do decréscimo ano a ano do número de nascimentos no país. Nesse sentido, a receita maior dividida pela matrícula menor tem como resultado um porcentual que cresce mais do que o crescimento da receita.
Por conta desse critério, o reajuste anual do valor do piso do magistério sempre será maior do que o crescimento da receita do Fundeb. Este ano, por exemplo, o reajuste foi de 11,36% enquanto a receita do Fundo registrou crescimento de apenas 4,93%.
A CNM reconhece os problemas mencionados pelos gestores. Há anos, o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, tem apresentado aos poderes Legislativo e Executivo a necessidade de mudança da norma atual para reajuste do piso nacional do magistério. Por não está alheia a realidade dos Municípios, a Confederação reafirma sua posição e atuação para que a essa urgente mudança ocorra.
Solução
A entidade reitera a defesa da imediata aprovação do texto original do Projeto de Lei 3.776/2008, do Executivo, pela Câmara dos Deputados, para que seja adotado o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do ano anterior como índice de atualização anual do valor do piso dos professores.
Últimas notícias
Land Rover pega fogo e mobiliza bombeiros no bairro Brasília, em Arapiraca
MP Eleitoral esclarece limites da propaganda eleitoral nas universidades em AL
Casa da Esperança garante novo recomeço com reintegração familiar em Palmeira
Homem é encontrado morto com tiros na cabeça em área de mata no Barro Duro
Teca Nelma convoca atos de mobilização pela reeleição de Lula: “Vamos virar o jogo”
Cabo Bebeto critica segurança pública após dois tiroteios em ônibus de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
