Veículos voltam a ser incendiados no RN após três dias de trégua
No total, desde o dia 29, foram registrados 110 ocorrências em 33 cidades do Estado
Após quase 72 horas de trégua, o Rio Grande do Norte voltou a ter veículos incendiados na madrugada desse domingo (7). Por volta das 4h30, homens invadiram a garagem da prefeitura do município Senador Georgino Avelino, a cerca de 60 km de Natal, e colocaram fogo em um ônibus, um caminhão e uma retroescavadeira.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado confirmou que o incêndio foi criminoso, mas afirmou que ainda não é possível dizer se há relação com as facções criminosas suspeitas de ordenarem a série de ataques que atingiram Natal e a região metropolitana por cinco dias seguidos, desde o dia 29 de julho. A Polícia Civil investigará a autoria do crime.
Antes desse caso, o último ataque havia acontecido em Lago Salgada (a 52 km de Natal), na quinta-feira (4), onde dois quiosques foram incendiados.
No total, desde o dia 29, foram registrados 110 ocorrências em 33 cidades do Estado. A lista inclui ao menos 64 incêndios, 31 tentativas de incêndios, sete disparos contra prédios públicos e proximidades, quatro envolvendo artefatos explosivos e quatro depredações.
De acordo com o governo do Estado, os ataques estão ligados à atuação da facção criminosa Sindicato do Crime, ligado ao Comando Vermelho, do Rio, e rival do PCC. A motivação seria a instalação de bloqueadores de celular em presídios.
Para tentar coibir a onda de violência, cerca de 1.350 homens das Forças Armadas foram enviados às ruas do Estado para ajudar no patrulhamento. A presença das tropas, inicialmente, está autorizada até o dia 16 de agosto.
Nesta quinta (4), o governador pediu ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, em Natal, que estendesse a permanência dos militares no Estado "por 30 dias ou até dois meses", mas a formalização do pedido, que precisa ser feita à Presidência da República, "ainda está em andamento e deverá ser enviada em breve".
Além disso, o governo transferiu 21 presos suspeitos de ligação com os ataques para presídios federais em Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR). No grupo transferido está o traficante João Maria dos Santos Oliveira, 32, conhecido como "João Mago", que seria um dos líderes do Sindicato do Crime.
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