Em sabatina, Paulão afirma que Segurança Pública está ?falida? na capital
Entrevista do petista à Rádio Gazeta AM foi marcada por críticas aos seus dois principais concorrentes
Paulão (PT) foi o quinto candidato a prefeito de Maceió entrevistado na sabatina da Rádio Gazeta AM na manhã desta segunda-feira (26). Ao apresentador e radialista Rogério Costa, o deputado falou, nos minutos iniciais do encontro com os ouvintes, que o atual modelo de gestão da Segurança Pública na capital está “falido” e que deseja ser prefeito porque possui vasta experiência política e sonha em dialogar com a sociedade.
“Chega um momento da vida que a gente tem o sonho de ser prefeito. A gente vem com o objetivo de dialogar. Queremos estabelecer um processo de inversão de valores, onde o social seja prioridade”, assegurou.
EDUCAÇÃO e SEGURANÇA PÚBLICA
Paulão falou que os recursos advindos do governo federal são escassos e que o fato dificulta investimentos na área, mas culpou o município por não “ofertar e aproveitar” o dinheiro disponível a contento. Ele citou que Maceió tem o menor índice do IDEB das capitais brasileiras e definiu o programa eleitoral dos seus dois principais concorrentes como “fantasia”. “Eles tem um programa que é uma verdadeira novela e, na vida real, é totalmente diferente”, disparou.
O petista informou que, se eleito, pretende investir em três eixos principais: priorização do ensino infantil e implantação de creches; gestão democrática e oferta de melhor infraestrutura para estimular professores da rede pública e investimentos na área de forma gradual. “A sociedade tem que participar, precisa discutir a qualidade das escolas também. Isso é gestão participativa. O governo federal está vivendo um momento de crise, mas quero assumir o meu compromisso”, falou.
O político criticou a proposta do candidato peemedebista Cícero Almeida, que pretende construir escolas em tempo integral em todas as regiões da capital, mas prometer priorizar os bairros do Benedito Bentes, Jacintinho, Dique Estrada e Clima Bom. Sobre o tema Segurança Pública, Paulão foi enfático ao afirmar que é urgente a criação de um Plano Municipal para ofertar mais segurança à população.
Questionado se é a favor ou contra o porte de arma para guardas municipais, ele falou que esta é uma discursão “ampla”. “Eu entendo que a guarda municipal pode ser armada, mas precisa ter o treinamento correto. A própria polícia, que é qualificada, muitas vezes, tem esse conflito. O nosso sistema de Segurança está falido”, disparou.
MOBILIDADE URBANA E INFRAESTRUTURA
O candidato definiu a temática como “complexa”, mas ressaltou que, diferentemente do que é propagado na televisão, a maioria das obras de infraestrutura da capital receberam recursos de Brasília. Ele disse que o prefeito eleito terá poucas opções de investimento, mas que é preciso discutir e identificar os principais problemas e gargalos para oferecer mais mobilidade urbana para o cidadão.
“Eu sou a favor de uma ‘cidade compactada’, ou seja, aproveitar aquelas áreas que já foram modificadas pelo homem. Precisamos crescer menos para os lados e verticalizar mais”. Paulão também afirmou que quer revitalizar moradias populares e que vai “colocar a classe trabalhadora próxima ao local do trabalho”.
MEIO AMBIENTE
O petista afirmou que um dos principais entraves enfrentados nesta área é a dependência financeira das prefeituras em relação às grandes construtoras e que vê como urgente a revitalização da cidade porque o município cresceu consideravelmente nos últimos anos. “A prefeitura não teve coragem de urbanizar. O que era mata, na verdade, sumiu. As grotas foram ocupadas de forma desordenada”, sublinhou.
Os principais problemas citados por Paulão na área ambiental foram depredação ambiental e línguas sujas. Sobre esse último assunto, o deputado federal disse que a classe política não pode “ter medo da elite”. “Quem polui são os grandes edifícios. Precisamos ter uma secretaria forte e determinada, além de uma política ambiental permanente e educativa”. Ele também afirmou que é preciso implantar educação ambiental nas escolas. “É uma questão estratégica. Se não cuidarmos do meio ambiente, prejudicamos as gerações futuras e também a própria economia. Essa pasta vai ser prioridade”, destacou.
SAÚDE
Em entrevista, Paulão disse que a saúde é um “verdadeiro caos” em Maceió e que o município possui a menor cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) das capitais brasileiras. “É uma política pública cara. Existe um problema orçamentário e financeiro, mas também é questão de gestão. O atual prefeito mudou quatro secretários. A prefeitura tem que focar na atenção básica. Já a média e alta complexidade é uma tarefa do Estado”, expôs.
O petista disse que, para diminuir a demanda de pacientes, é necessário investir no diagnóstico preventivo para solucionar enfermidades em estágios iniciais já que, de acordo com ele, o “agravamento de doenças é mais caro para o município”. Além dessas propostas, o candidato afirmou ser a favor do Programa Mais Médicos porque os profissionais inseridos no projeto possuem credenciamento em Saúde Pública, o que melhora a assistência inicial”.
Questionado sobre a gestão hospitalar por parte de vereadores indicados por políticos, ele foi enfático. “É vergonhoso. Quero assumir um compromisso aqui. A população tem a minha palavra de que postos de saúde não serão entregues para nenhum vereador”, exclamou.
LIXO e ILUMINAÇÃO PÚBLICA
Para o candidato a prefeito de Maceió, a coleta de lixo não é vista como prioridade e falta fiscalização. Ele afirmou que, se eleito, pretende estabelecer parcerias para coleta de lixo comunitárias em grotas e bairros da capital, a fim de contratar mão-de-obra local e gerar emprego e renda para a população, contribuindo, assim, com o meio ambiente e a urbanística. “O lixo poderia ser reaproveitado porque poderia ser reciclado. Precisamos incentivar as cooperativas”, apontou.

Sobre iluminação, o petista disse que é a favor da implementação da “taxa progressiva” e isenção de contribuição de impostos por parte de classes inseridas em vulnerabilidade social. “Deve-se penalizar as pessoas com maior poder aquisitivo. No caso do IPTU, vou diminuir a taxa para as faixas iniciais. Quero governar para todos, mas precisamos ter uma visão solidária da sociedade. Quem pode pagar mais, vai pagar mais”, confirmou.
OPERAÇÃO TATURANA
A entrevista foi concluída com questionamentos sobre a Operação Taturana. Paulão é réu e é apontado como participante de um esquema de corrupção que desviou mais de R$300 milhões dos cofres públicos. O caso está a cargo da Justiça.
“O processo me incomoda sim. Seria demagogia e irresponsabilidade da minha parte dizer que não. A minha isenção é um caso de justiça e eu sou, inclusive, reconhecimento por membros do poder Judiciário. Eu tenho fé que não serei penalizado. Maceió conhece a minha história e o meu comportamento”, concluiu ele, ao afirmar que possui uma evolução patrimonial compatível com a sua trajetória política.
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