Saiba como o alto endividamento do governo afeta a vida dos brasileiros
O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quarta-feira um relatório em que alerta para o crescimento da dívida do governo brasileiro e apoia ações para reduzir os gastos públicos.
No documento Monitor Fiscal, publicado semestralmente, o Fundo diz que a dívida pública do Brasil alcançou 73% do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país). O patamar é cerca de 30 pontos percentuais mais alto que a média das economias emergentes.
Para os técnicos do FMI, esse nível de endividamento é sinal de preocupação, pois reduz a "margem de manobra" do governo para empregar seu caixa em medidas necessárias para a economia.
Segundo o FMI, os maiores responsáveis pelo crescimento dos gastos são aposentadorias e benefícios previdenciários (como auxílio doença e pensões por morte) pagos a ex-funcionários públicos. Conforme a população brasileira envelhece, esses valores - que o governo é obrigado por lei a gastar - tendem a aumentar.
Como o aumento da dívida pública afeta a vida dos brasileiros?
Conforme o governo fica mais endividado, diminui a confiança em sua capacidade de pagar as dívidas. Para compensar o maior risco de dar um calote, o governo tem de pagar juros mais altos ao captar recursos no mercado.
Esse é um dos fatores que justificam a elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, pela qual o governo remunera os seus credores. A Selic é uma taxa que serve de referência para todos os bancos do país. Quando ela sobe, os bancos também aumentam os juros dos empréstimos para seus clientes.
Com juros mais altos, menos pessoas se sentem encorajadas a financiar a compra de um carro, por exemplo, o que afeta a indústria automobilística e pode levar à demissão de funcionários.
Os juros mais altos também desestimulam empresas a contrair empréstimos para ampliar uma fábrica ou comprar mais máquinas. Em muitos casos, é mais vantajoso para essas empresas investir seus recursos em títulos do governo do que na ampliação de suas atividades, que renderiam retornos menores.
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