Corpo de estudante morto por militares após furar blitz na Paraíba é enterrado em Alagoas
Eduardo Júnior foi levado para o Hospital de Emergência e trauma Senador Humberto Lucena, mas não resistiu e morreu antes de receber atendimento médico
O corpo do estudante de fisioterapia, Cícero Maximino da Silva Júnior, de 20 anos, mais conhecido como Eduardo Júnior, morto após ser atingido por um tiro na cabeça, efetuado por policiais militares, após ter furado uma blitz no bairro de Manaíra, na Paraíba, na última sexta-feira (21), foi enterrado na manhã desta segunda-feira (24), no cemitério Menino Jesus de Praga, na cidade de Teotônio Vilela, interior de Alagoas.
A irmã do estudante, Miriane Silva, declarou que a versão da polícia, de que seu irmão estaria portando uma arma de fogo e que teria apontado para os policiais, é falsa. “A polícia errou em matar meu irmão. Não precisava disso. Vamos provar que a PM está mentindo. A única coisa que a gente pede é justiça, ele tinha a vida inteira pela frente, muitos sonhos para serem realizados”, disse a jovem.
Durante o cortejo fúnebre, amigos e familiares da vítima fizeram manifestação com cartazes cobrando justiça e pedindo a prisão do policial que matou o jovem.
O caso
Um estudante universitário alagoano foi a morto a tiros na noite da última sexta-feira (21), após, segundo a Polícia Militar (PM), ter furado uma blitz, no bairro de Manaíra, na Paraíba. Eduardo Júnior, 20, cursava Fisioterapia na Faculdade Maurício de Nassau e teria postado em rede social que estava a caminho do estado da Paraíba na última quinta (20).
Segundo a versão apresentada pela PM, o jovem não teria atendido uma ordem de parada, furando uma barreira policial. O estudante foi atingido por um disparo na região da cabeça. Eduardo Júnior foi levado para o Hospital de Emergência e trauma Senador Humberto Lucena, mas não resistiu e morreu antes de receber atendimento médico.
Polícia rebate
A Polícia Militar da Paraíba, mantém a versão de que os jovens na motocicleta furaram o bloqueio policial no bairro de Manaíra e que um deles teria sacado uma arma e apontado para os militares. Veja a nota enviada à imprensa:
"A Polícia Militar vem a público informar que, sobre a ocorrência da blitz do bairro de Manaíra, realizada na noite dessa sexta-feira (21), em João Pessoa, quando dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu, segundo a versão dos participantes da blitz, o fato já está sendo acompanhado pela Polícia Civil, a qual foi entregue a arma apreendida no local do fato e apresentado para prestar esclarecimentos o policial que reagiu contra a ação da dupla", diz o começo do texto.
A assessoria da PM falou ainda que o local escolhido para a blitz atendeu denúncias de assaltos registrados nos últimos dias nos bairros de Manaíra e Bessa. "[Os assaltos] tinham como suspeitos homens de moto, situação que também deve ser investigada, já que na bolsa de um deles foram encontrados celulares e documentos de terceiros".
A Polícia Militar finalizou afirmando que contesta as acusações de que o policial errou e vai esperar a conclusão dos procedimentos de praxe que são realizados em casos como esse. "Estamos prestando assistência jurídica e psicológica para o policial que estava na situação, refutando desde já qualquer julgamento que não seja com base em provas e procedimentos previstos em lei, como vem sendo especulado desde o momento do fato".
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