Primeira semana da força-tarefa tem 27 processos julgados em Alagoas
O Poder Judiciário de Alagoas julgou 27 dos 35 processos pautados para a primeira semana do Mês do Júri, o que representa índice de 77% de julgamento. Das sessões que ocorreram, 14 terminaram com a absolvição dos réus e em 13 houve condenações. Um júri não foi realizado devido à morte do acusado e outros sete acabaram sendo adiados.
O Mês do Júri teve início no último dia 3, em todo o país, e visa julgar réus por crimes dolosos contra a vida, dando preferência a processos que começaram a tramitar até dezembro de 2009, conforme definido pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). Em Alagoas, o gestor da Enasp é o desembargador Otávio Leão Praxedes.
A ação é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Aqui no Estado, a força-tarefa conta com a participação do Tribunal de Justiça, da Corregedoria Geral da Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil, da Secretaria de Ressocialização do Estado (Seris) e da Polícia Militar.
Até o final do mês, as varas do Tribunal do Júri da Capital e Interior deverão julgar cerca de 100 acusados de homicídio e tentativa de homicídio.
Casos de repercussão
O vereador do município de Palestina, Luciano Lucena de Farias, foi condenado a 15 anos e sete meses de reclusão pela morte de Manoel Messias Simões, ocorrida no dia 21 de junho de 2009, em Pão de Açúcar. O réu deverá ainda pagar indenização de R$ 10 mil à família da vítima.
O julgamento foi conduzido pelo juiz John Silas da Silva, no Fórum da Capital, na última terça-feira (8). Os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa e condenaram Luciano Lucena por homicídio qualificado.
De acordo com a denúncia, o assassinato ocorreu porque a vítima chamou o réu de ladrão durante um jogo de baralho. Em interrogatório, o acusado disse que Manoel Messias deu sinais de que iria atacá-lo e que, por esse motivo, efetuou os disparos.
Outro julgamento de destaque foi o do réu Judarley Leite de Oliveira, condenado a 32 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, na última quarta-feira (9), pelo homicídio do modelo Eric Ferraz e pela tentativa de homicídio de Erica Ferreira da Silva, atingida por um dos disparos durante a confusão. Os jurados não acolheram a tese de legítima defesa apresentada pelos advogados. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Eric Ferraz foi baleado após desentendimento com os irmãos Judarley e Jaysley Leite de Oliveira em uma festa de Réveillon, no município de Viçosa, no dia 1º de janeiro de 2012. Erica Ferreira também foi atingida, mas sobreviveu.
O júri também foi conduzido pelo magistrado John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal da Capital, que determinou ainda o pagamento de indenização civil, por danos morais, de R$ 20.000,00 para a família de Eric Ferraz e de R$ 10.000,00 para a vítima sobrevivente.
Últimas notícias
Filho de Alves Correia atualiza melhora do radialista: “Já respira sozinho e conversa”
Influenciador revela que foi convidado para voo de helicóptero que terminou em tragédia no Rio
Adolescente fica ferido após colisão entre carro e motocicleta em Arapiraca
Idoso e mulher são socorridos após acidente de trânsito na AL-101 Sul, em Piaçabuçu
Carro atinge motocicletas e derruba poste na AL-101 Norte, em Paripueira
Carro invade praça e colide contra árvore no Centro de Craíbas
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
