Babá diz que Elize Matsunaga comprou serra elétrica horas antes de assassinato
Primeira testemunha a ser ouvida nesta segunda-feira (28) no júri de Elize Matsunaga, acusada de matar o marido, a babá Amonir Hercília dos Santos afirmou ter ouvido de sua mãe, que também era babá do casal, que a ré comprou uma serra elétrica horas antes da morte de Marcos Matsunaga, 42. Elize responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação e destruição de cadáver.
Amonir é filha de Mauriceia Gonçalves dos Santos, que era a babá titular da filha do casal Elize e Marcos durante a semana, e trabalhava para eles, no apartamento de dois andares na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), como folguista da mãe --ou seja, a cada quinze dias, a jovem ia ao local entre a madrugada de sábado até a noite de domingo. Mãe e filha foram arroladas como testemunhas da assistência de acusação.
O crime aconteceu no apartamento do casal no dia 19 de maio de 2012, um sábado, por volta das 20h. Nesse final de semana, porém, segundo o processo, Amonir trabalhou domingo e segunda, já que Elize havia viajado ao Paraná, no dia 17, com a filha e Mauriceia.
Durante pouco mais de uma hora de depoimento, a testemunha negou que tenha presenciado ou ouvido brigas do casal, durante o tempo em que trabalhou no apartamento. Ela afirmou ainda ter sabido só após a divulgação do crime, pela imprensa, que o corpo de Matsunaga foi esquartejado em um dos quartos do apartamento. O quarto em que ela cuidava da bebê, disse, ficava no andar de cima.
Indagada pelo assistente da acusação, o advogado Luiz Flávio D'Urso, se havia ouvido de sua mãe que Elize parara para comprar uma serra elétrica no retorno da viagem ao Paraná (no mesmo dia do crime), a babá admitiu que sim --e no caminho até o aeroporto. A família de Elize vive em Chopinzinho, na região de Cascavel (oeste paranaense).
Segundo a perícia, o corpo do empresário foi segmentado em sete partes. No processo, Elize, que também já havia sido enfermeira, afirmou ter feito o esquartejamento sem ajuda de outra pessoa e com uma faca.
A sessão foi suspensa pelo juiz Adílson Paukoski Simoni --o que mesmo que presidiu o júri que condenou Gil Rugai pelo assassinato do pai e da madrasta, em 2012, no mesmo plenário onde Elize é julgada – até as 15h.
A previsão é que o julgamento no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, dure cinco dias. O júri tem plenário cheio --composto por amigas de Elize e, principalmente, por advogados e estudantes de direito.
Ainda hoje, deve ser ouvido, também pela acusação, o irmão da vítima, Mauro Kitano Matsunaga.
Últimas notícias
[Vídeo] Mineiro é preso nos EUA suspeito de matar ex-namorada a tiros
Confira o resultado da Mega-Sena 3037 sorteada nesta terça (28/7)
Delegado e Deputado Leonam cobra punição a autor de mortandade de animais em Ouro Branco
Fabio Costa repercute sequência de casos de violência em Alagoas e reforça propostas em tramitação na Câmara
Teca Nelma vota contra novos empréstimos da Prefeitura de Maceió e critica votação em regime de urgência
Nikolas Ferreira destaca trabalho de Cabo Bebeto e afirma: 'É a voz conservadora na Assembleia Legislativa de Alagoas'
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Homem é morto a pedradas e pauladas no Benedito Bentes, em Maceió
