Avião da Chapecoense voava abaixo da velocidade normal durante a queda
Segundo consultor de aviação, velocidade baixa só é compatível com aproximação da pista de pouso
A Aeronave Avro RJ85, da LAMIA, que caiu na Colômbia deixando 76 mortos e que transportava o time do Chapecoense, estava em baixa velocidade no momento da queda.
Segundo o sistema de acompanhamento de aeronaves FlightRadar, no momento em que a aeronave deixou de emitir sinais, ela voava com velocidade de 142 nós (263 km/h). Segundo o consultor em aviação Lito Sousa, uma velocidade tão baixa só é compatível com uma grande aproximação da pista de pouso, o que não era o caso. O avião estava a cerca de 30 km do aeroporto Internacional José Maria Córdova, em Rio Negro, ao lado da cidade de Medellín.
Segundo informações do sistema, antes da queda, a aeronave fez duas voltas no sentido anti-horário, o que pode indicar que o avião estava aguardando autorização para pousar.
Um vídeo feito da tela do FlightRadar indica o momento em que a aeronave desaparece do radar.
A aeronave Avro RJ85 partiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, às 22h18 (horário de Brasília), com destino a Medellín. O voo chegou a passar pelo espaço aéreo brasileiro, na região do Amazonas. Às 00h37, depois de passas por grande parte da Colômbia, a aeronave faz uma curca para a direita, se encaminhando para o aeroporto de Medellín. Às 00h42, a aeronave começa a voar em círculos, no sentido anti-horário. O trajeto do avião não aponta para anormalidades. A manobra costuma ser feita quando uma aeronave aguarda a autorização para o pouso.
Durante a manobra, a velocidade da aeronave é constantemente reduzida, mas ainda não há indícios de problemas. Após realizar a segunda volta, a aeronave reduz ainda mais a sua velocidade: de 409 km/h para 263 km/h. Às 0h55, a aeronave emite seu último sinal antes da queda.
Ao menos 25 pessoas morreram e seis foram resgatadas com vida em um acidente na noite desta segunda-feira (28) na Colômbia com o avião que transportava a equipe da Chapecoense. O time disputaria na quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
Autoridades que trabalham no local da tragédia falam em 76 mortos, número que ainda não foi confirmado oficialmente.
A AERONAVE
A aeronave Avro RJ85, de fabricação inglesa, da LAMIA BOLÍVIA estava em seu segundo voo do dia. Na primeira viagem, fez o trecho curto de cerca de 40 minutos, entre Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, ambas na Bolívia.
O segundo trecho, partindo de Santa Cruz, teria como destino a cidade de Medellim, na Colômbia, numa distância de cerca de 2.960 km.
A mesma aeronave já havia sido utilizada para voos fretados do Chapecoense e carregava uma pintura especial com o símbolo do clube brasileiro.
Segundo a Aviation Safety Net, a aeronave tinha 17 anos e 8 meses e há três anos ela era utilizada pela companhia aérea boliviana.
O modelo Avro RJ85 já foi utilizado no Brasil pela regional TABA Amazônica, sob o nome de BAE-146.
CHAPECOENSE
O vice-presidente do Chapecoense Ivan Tozzo disse que, devido ao desencontro das notícias que chegam das mais diversas fontes jornalísticas, vai esperar o pronunciamento oficial das autoridades colombianas para emitir qualquer nota oficial sobre o acidente. A mensagem foi publicada na página do time no Facebook.
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