Alagoas

Chuvas de janeiro não serão suficientes para diminuir estiagem em AL, afirma meteorologista

Por Ana Clara *estagiária 09/12/2016 16h04
Chuvas de janeiro não serão suficientes para diminuir estiagem em AL, afirma meteorologista

O verão ainda está no início, mas o calor e a estiagem tanto no Sertão, quanto no Agreste, assusta os alagoanos. Com altas temperaturas, sensação térmica de até 40°, tendência de chuva abaixo da normalidade, deixando o abastecimento de água deficiente em alguns municípios, a seca não tem previsão para acabar.

De acordo com o meteorologista da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh/AL), Vinícius Nunes Pinho, não há previsão de chuva para as próximas semanas. Ele explica que a tendência da estiagem prolongada é que ela continue, e possa durar até meses.

Em janeiro, é comum que aconteçam as ‘trovoadas de janeiro’, mas o meteorologista não se diz otimista com relação à isso. “Mesmo com essa costumeira perspectiva de pancadas de chuva durante esse mês, na minha visão, não será suficiente para suprir a estiagem de Alagoas neste momento”.

Sobre as altas temperaturas em todo o Estado, Vinícius explica que é normal, e que é uma consequência de fatores como: tempo extremamente seco, umidade baixa e pouca nebulosidade.

Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), as chuvas de verão também não terão capacidade de recuperar os níveis dos reservatórios de água distribuídos ao longo do rio São Francisco nos Estados de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Minas Gerais.

A nascente do rio São Francisco fica na Serra da Canastra, na região centro-sul de Minas Gerais, e o rio corre em direção ao Nordeste, desembocando no Atlântico em Alagoas. O curso é a principal fonte de água para as localidades por onde passa.